É quase isso: preservativos e telemóveis modernos

Um telemóvel que não cai, aterra. Preservativos com corrente eléctrica. Análises que sabem o futuro. A tecnologia nunca desiste de nos surpreender

Foto
Diego Dalmaso/Flickr

Nos últimos tempos, tenho sido surpreendido por uma série de inovações tecnológicas capazes de fazer corar qualquer guru do MIT. Ou, até, um amigo meu, que tem a Internet toda (incluindo pornografia) em dois discos externos. Não tem só pornografia: tem as plantas da Área 51, vídeos de encontros imediatos com seres extra-terrestres e de avistamentos de OVNI’s, e, mais importante do que isso, fotos da vizinha dele, do 5.º andar, com pouca roupa.

Nenhuma roupa, aliás. Pronto, algumas fotos são com pouca roupa, outras são sem roupa. Ela está espectacular em todas.

Vou destacar duas tecnologias, que me despertaram grande curiosidade, deixando para o final algumas notas soltas (ao estilo de Marcelo Rebelo de Sousa, mas em melhor). Um conhecido fabricante de aviões (não posso dizer, mas é a Boeing) já faz telemóveis. Tantas perguntas… Temos que desligar outros telemóveis que estejam nas proximidades (ou colocá-los em modo “Avião”) para utilizar este telemóvel? Sendo pequeno, qual é o tamanho dos reactores? Fazem muito barulho? Existe a possibilidade de as asas nos magoarem, caso o coloquemos num bolso das calças? Traz hospedeira(s)? Tem colete salva-vidas, para o caso de cair à água? Recebemos avisos do comandante, acerca, por exemplo, do saldo ou das chamadas não atendidas? Caso o deixemos cair, ele acciona o piloto automático, para aterrar no chão, sem sofrer danos? Se ligarmos para o Brasil, a chamada faz escala em algum lado?

O preservativo eléctrico

A tecnologia pode dar choque: já existe o protótipo de um preservativo eléctrico. Não sei se usaria algo semelhante, uma vez que, apesar de todas as vantagens possíveis, podemos danificar uma parte importante do nosso corpo. É como comer peixe-balão: pode saber bem, mas podemos morrer.

Talvez a comparação seja exagerada. Morrer envenenado não parece assim tão mau, comparado com um choque na genitália.

Ao que parece, o preservativo poderá ser usado como lanterna. Mesmo durante o sexo. Poderá ser um pouco difícil de colocar, por causa dos cabos e do transformador. Se falhar a luz, a relação sexual pode ficar a meio. Para além disso, a bateria pode não ser suficiente para duas relações sexuais consecutivas. Poderão ser ditas frases como “dantes, dava duas seguidas, mas esta bateria perdeu a vitalidade”.

Pausa, para assimilar tanta informação. Este é um bom momento para fecharem esta página.

Ainda estão aí? Foram inventadas umas análises ao sangue que nos dizem qual a probabilidade de uma pessoa morrer prematuramente. O próximo passo será inventar umas análises que determinem a probabilidade de nos cair um piano na cabeça. De sermos comidos por piranhas. De sermos atingidos por um asteróide. De sermos atacados por térmitas radioactivas. De sermos atropelados por um elefante, em plena rua. De morrermos a comer peixe-balão (mesmo estando a comer bacalhau). De sermos electrocutados por um preservativo.

Foi desenvolvida uma técnica que permite a procriação a partir de três progenitores. Quando penso nas crianças que são parecidas com o vizinho ou com o padeiro, sinto que isso já foi inventado há muitos anos.

Um homem sem antebraço pôde ver diminuídos os níveis de dor, através do recurso a realidade virtual para criar uma imagem sua com o braço completo. Esta extraordinária descoberta pode ter várias aplicações. Assim, de repente, lembro-me de várias: ver-me com cabelo; pessoas estúpidas verem o seu cérebro, numa simulação de raio-x; o Hugo Almeida pensar que tem pés.

(Viram como eu escapei à tentação de falar em mamas maiores???)

Muito se tem falado das “bitcoins”, uma moeda virtual que sabemos que existe, podemos conhecer na Internet, mas nunca a temos na carteira. De acordo com esta descrição, a nota de quinhentos euros pode ser uma “bitcoin”. Há quem diga que a moeda tem contornos estranhos e que foi criada por um japonês igualmente estranho. Ou seja, é como a animação “manga”, mas mais aborrecida, visto não ter sexo explícito nem artes marciais.

Para finalizar: uma nova espécie de dinossauro foi descoberta na Lourinhã. Meus amigos, conheço tantos dinossauros não catalogados e, pior do que isso, não extintos, que acho que este assunto não merece grande atenção.

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