Hush, mais um jogo português

Agora chegou a vez de um estúdio do Porto, chamado GS78, se preparar para lançar mais um título. Desta vez será um projecto com campanha no Indiegogo e cujo o nome é Hush

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GS78

Há pouco tempo, falar de videojogos e Portugal era algo que acabava sempre nas mesmas conclusões. Havia poucos jogos feitos por portugueses e a grande parte destes deixava muito a desejar (nalguns casos, ninguém sabia da sua existência).

Historicamente, no ZX Spectrum existiram pouco mais de 50, no Amiga nem chegaram à dezena, e nas consolas só houve tentativas fugazes (um jogo para o Game Boy Advance e outro na Xbox 360, ambos cancelados). Mas, nos últimos anos, essa tendência começou a inverter-se aos poucos. Na DS apareceu o Toy Shop (2008), na PS3 tivemos o Under Siege (2011), para o PC A Walk in the Dark (2013), Inspector Zé (2013) e brevemente Quest of Dungeons (já aprovado no Steam Greenlight). Com a ascensão do mobile, mais jogos têm aparecido como o Magic Defenders (2011), Depths (2013), Fangz (2013), Konbo Monsters (2013), ZEZ (2014) e daqui a pouco tempo, teremos o Smash It! e o Free that Fish.

Agora chegou a vez dum estúdio do Porto chamado GS78 se preparar para lançar mais um título. Desta vez será um projecto com campanha no Indiegogo e cujo o nome é Hush.

Rogério Ribeiro da GS78 é um dos líderes da GS78, um homem com experiência no mercado mobile, e, claro, uma profunda paixão pelos videojogos (algo que já vem desde os tempos do ZX Spectrum 128k). Gentilmente, falou-me um pouco do jogo. Como seria de esperar, ambição e vontade de vencer não faltam a esta equipa.

Hush, nas palavras de Ribeiro, é um jogo que nasceu numa tarde de “brainstorming” entre amigos e que mais tarde se elevou a um projecto conciso. Tudo se vai desenrolar à volta de Ashlyn, uma pequena rapariga que tem de resolver mistérios, vencer os seus medos e contornar muitos obstáculos, num sombrio orfanato.

Quanto às mecânicas do jogo, vai existir uma grande inspiração nos elementos clássicos dos aventuras gráficas, alguma influência dos RPG’s, e claro, muitos puzzles à mistura, que levarão o jogador a pensar na sua forma de derrubar os vários desafios que a pequena Ashlyn vai ter de enfrentar. Pessoalmente, o mais surpreendente é a quantidade plataformas desejadas para publicar o jogo. Segundo Ribeiro, Hush vai ser desenvolvido para PC/Mac, iOS,WP8, Android, Xbox One, PS4 e Wii U.

Se realmente isto for para a frente, este jogo pode-se tornar no título português presente em mais plataformas. Ambição não falta a esta equipa. Se estiverem interessados em apoiar o projecto, podem faze-lo na sua campanha do Indiegogo, e claro, receber brindes correspondentes ao valor da vossa ajuda. Boa sorte, Hush!