Vice-presidente do PE demite-se de funções no partido após gritar “Heil Hitler!”

O polaco tinha bebido duas garrafas de vinho no avião. Quando aterrou em Frankfurt, entrou numa escaramuça com um funcionário da alfândega.

A acção de Protasiewicz embaraçou o partido do primeiro-ministro Donald Tusk
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A acção de Protasiewicz embaraçou o partido do primeiro-ministro Donald Tusk Maciej Kulczynski/AFP

Um político do partido no poder na Polónia, Jacek Protasiewicz, demitiu-se das suas funções partidárias depois de ter causado um escândalo ao entrar numa discussão no aeroporto de Frankfurt, gritando a saudação nazi.

Protasiewicz pediu desculpa pelo seu comportamento, que o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, classificou como “inaceitável”. O incidente causou especial embaraço quando o Governo da Plataforma Cívica tenta uma nova parceria com a Alemanha, pondo de lado as animosidades entre os dois países que se mantinham.

O político apresentou ao partido a sua demissão dos cargos de líder da campanha da Plataforma Cívica às eleições para o Parlamento Europeu (PE) de Maio, e de líder da facção partidária no PE. Não era claro se mantinha as suas funções como vice-presidente do PE, cujo presidente é o alemão Martin Schulz.

Protasiewicz reconheceu ter bebido duas garrafas de vinho no avião de Varsóvia para Frankfurt – um voo que, se for directo, demora cerca de duas horas, aponta a agência Reuters. Quando, à chegada, tentou sair do terminal do aeroporto de Frankfurt, entrou numa discussão com um responsável da alfândega, que rapidamente degenerou, com o político polaco a gritar “Heil Hitler!” e a perguntar ao alemão se ele já tinha estado em Auschwitz, o campo de extermínio que os nazis estabeleceram na Polónia quando ocuparam o país.

Na sexta-feira, Protasiewicz pediu desculpa a quem a sua acção “possa ter causado incómodo”. Antes, tinha-se defendido dizendo que o guarda da alfândega tinha sido “rude” e o tinha empurrado. “Não interessa quem é culpado nem quanta culpa há do lado dos trabalhadores do aeroporto alemão – este comportamento é inaceitável”, disse Tusk. “Um homem tem de ser capaz de controlar as suas emoções e nervos.”

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