Seguro denuncia a política do “Estado mínimo para um mercado máximo” de Passos e Bruxelas

No encerramento das jornadas parlamentares do PS, o líder socialista retomou o discurso contra a posição de "submissão" do Governo à "poção ideológica deliberada" do primeiro-ministro e das instituições europeias. Com as europeias como pano de fundo.

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Para o líder do PS, o actual Governo representa a visão do “Estado mínimo para um mercado máximo” que os socialistas “nunca” poderão aceitar. Mas o dirigente máximo do principal partido da oposição não se limitou a identificar o seu adversário em São Bento. Denunciou os “que estão no topo das instituições europeias” como os responsáveis pela “resposta lenta” da Europa à crise.

Foi com as baterias apontadas a Bruxelas que o secretário-geral do PS, António José Seguro encerrou as jornadas parlamentares do seu partido. No encerramento dos dois dias de debate na Nazaré, Seguro retomou o seu discurso contra o Governo e a sua posição de “submissão”.

Mas foi um ataque para lembrar que o adversário não estava só em Lisboa. A “poção ideológica deliberada” de empobrecimento do país é defendida não apenas por Passos Coelho. Uma opção “não apenas deste Governo mas da família política ideológica de que este Governo faz parte”, denunciou antes de frisar que “eles estão no topo de todas as instituições europeias”.

Daí a importância das Europeias, para tentar mudar a “ausência de vontade política para trilhar caminhos alternativos” para sair da crise. Caminhos que recuperou de intervenções anteriores, defendendo a mutualização da dívida, a possibilidade do BCE emprestar dinheiro aos Estados-membros e a união, não apenas monetária, mas também económica na Europa.

Na intervenção final, Seguro abordou ainda a sua visão de um “novo desenvolvimento” para o país centrado nas energias renováveis, no ambiente e no aproveitamento da exceleência da investigação. Para criar clusters em sectores como a Saúde ou Agricultura.