Marcelo: “Eu sou a melhor prova da liberdade do partido”

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Marcelo Rebelo de Sousa Miguel Manso

Outra das surpresas da noite foi a aparição de Marcelo Rebelo de Sousa no Coliseu dos Recreios. “Vou, não vou, decidi vir”, disse o ex-líder do partido e actual comentador político, um dos visados indirectamente nas críticas aos críticos que se foram ouvindo neste congresso do PSD. E, numa intervenção clímax que arrancou gargalhadas e aplausos ao longo de meia hora, o comentador político fez o discurso da conciliação: “Eu sou uma das melhores provas de liberdade do partido!”

E prosseguiu: “Aqui pode dizer-se cá dentro o que se diz lá fora - é o encanto do PSD”. Admitiu alguns exageros, numa referência subtil à sua reacção televisiva à moção de Passos Coelho, quando se assumiu como o “catavento” que o líder do partido não quer ver numa candidatura presidencial. Mas passou à frente.

Avisou que a crise não vai passar de um dia para o outro e insistiu na necessidade de PSD e PS se sentarem à mesa e dialogar. “Logo a seguir às eleições de 2014 e muito antes das de 2015”, porque “vai ser preciso fazer reformas profundas que não se fazem sem os dois”.

E lembrou o seu próprio exemplo durante o governo de Guterres: “Eu viabilizei vários orçamentos e não foi por nenhum prazer metafísico”. Porque, sublinhou, “os líderes passam mas o país fica”.

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