Crónica de jogo

Benfica ganha vantagem na Liga Europa

"Encarnados" derrotam PAOK em Salónica por 1-0 no jogo da primeira mão dos 16-avos de final da Liga Europa. Salvio regressou à competição quase cinco meses depois.

Enzo foi um dos habituais titulares que jogou de início em Salónica
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Enzo foi um dos habituais titulares que jogou de início em Salónica SAKIS MITROLIDIS/AFP

Todo o discurso de Jorge Jesus está focado num único objectivo: a conquista da Liga portuguesa. Tudo o resto, Liga Europa incluída, é secundário. Com mais de metade da equipa titular de fora, o Benfica foi nesta quinta-feira a Salónica derrotar o PAOK por 1-0, em jogo da primeira mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa, “vingando” a derrota sofrida na sua anterior viagem à Grécia (1-0 com o Olympiacos na Liga dos Campeões) e colocando-se em boa posição para enfrentar o jogo da segunda mão da próxima quinta-feira, na Luz.

Como se fosse um jogo da Taça da Liga ou um jogo da Taça de Portugal contra uma equipa de escalão inferior, o técnico benfiquista apostou num composto de habituais titulares e suplentes para defrontar o segundo classificado do campeonato grego. As mudanças começaram na baliza, com Artur a ocupar temporariamente o lugar que Oblak lhe conquistou, e a defesa foi “remendada” com Sílvio no lado esquerdo e Jardel no centro. O meio-campo teve Ruben Amorim e André Gomes (mais Enzo Pérez) e o ataque contou com os sérvios Djuricic e Sulejmani a fazer companhia ao habitual titular Lima.

A anunciada revolução de Jesus teve os seus efeitos práticos no jogo. O Benfica tinha o controlo, mas nem tudo encaixava como devia. E o PAOK, alimentado pelo apoio dos seus adeptos que preenchiam as bancadas do Toumba, parecia disposto a aproveitar alguma falta de conectividade “encarnada”. O melhor exemplo disto aconteceu logo aos 8’, quando uma perda de bola no meio-campo por Ruben Amorim deu origem a um contra-ataque conduzido por Oliseh até à entrada da área benfiquista, saindo depois o remate ao lado.

Era um primeiro aviso, mas não seriam muitos mais. O maior sinal de perigo do Benfica na primeira parte aconteceu através de uma jogada individual. À passagem da meia-hora, Sílvio avançou pelo seu flanco, tirou vários adversários do caminho e falhou a baliza por pouco.

O empate sem golos não seria um mau resultado para um Benfica em gestão de esforço, mas a vitória seria ainda melhor e foi mesmo o que acabou por acontecer, aos 59’. Todo o mérito vai para Enzo Pérez, que fez o passe perfeito para Djuricic. O sérvio estava bem colocado na área e apenas amorteceu a bola para Lima rematar de primeira e fazer o único golo do jogo — a equipa de arbitragem liderada por Wolfgang Stark não viu que o avançado estava em posição irregular.

O golo sofrido criou outro sentido de emergência aos gregos, que tentaram furar o domínio benfiquista com as entradas de Stoch, primeiro, e Salpingidis, depois. Mas foi o Benfica quem esteve mais perto do segundo, aos 82’, com um grande remate de Markovic que Glykos defendeu para canto.

Tal era a tranquilidade de Jesus no jogo que até promoveu o regresso de Salvio à competição quase cinco meses depois de o argentino se ter lesionado no joelho direito. Foram 15 minutos que tiveram mais um carácter simbólico do que outra coisa, moralizar o argentino para o que falta da época.

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