Crónica de jogo

Garay voltou a trocar as voltas ao Paços de Ferreira

"Encarnados" venceram no Estádio Capital do Móvel por 2-0 e aumentaram para 46 os pontos no campeonato.

Foto
Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP

O Benfica conseguiu uma vitória mais prática do que artística em Paços de Ferreira (0-2), mas igualmente segura, que o mantém firme na liderança do campeonato. Ezequiel Garay, nesta temporada especialista em marcar aos “castores”, abriu o activo na sequência de um canto na segunda parte para um Benfica que estava com dificuldades em incomodar o adversário de bola corrida. Lazar Markovic, até então apagado, acabou com as dúvidas pouco depois. O Paços de Ferreira mostrou apenas vontade de segurar o empate e não foi capaz de incomodar Jan Oblak.

Foi um encontro muito disputado a meio-campo, com um relvado em mau estado que não ajudou o jogo a ter qualidade e que teve o desfecho habitual neste duelo particular. Os “encarnados” venceram 18 dos últimos 19 embates com a equipa da capital do móvel, incluindo os derradeiros oito em Paços de Ferreira.

A única diferença em relação ao Benfica que ganhou ao Sporting foi a entrada de Ruben Amorim para a vaga criada pela ausência forçada de Enzo Pérez. O Benfica não foi o mesmo do jogo de terça-feira, mas isso nada teve a ver com o médio português, que até assinou exibição positiva, marcada pela assistência para o primeiro golo. O relvado não estava bom nem para o ataque continuado do Benfica, nem para o contra-ataque dos locais. A equipa de Henrique Calisto, mesmo sem André Leão, conseguiu dar poucos espaços ao jogo e equilibrar a balança a meio-campo, enquanto o Benfica não obtinha a ligação no último passe.

Nestes termos, um cruzamento de Maxi Pereira da linha de fundo, que Degra quase deixava fugir para dentro da sua baliza, foi o lance em que o golo esteve mais perto de acontecer na primeira metade.

Para furar a muralha do adversário, o Benfica precisou de recorrer a Garay, tal como no jogo da primeira volta, no qual o argentino fez dois golos na sequência de lances de bola parada. Parte do mérito do lance que ocorreu aos 54’ é de Rodrigo, que preferiu marcar um canto rapidamente, o que deixou o Paços sem tempo de organizar a sua defesa. O resto é de Ruben Amorim (centro) e de Garay (remate de cabeça).

O clube lisboeta dobrou a vantagem aos 68’, quando Markovic aproveitou os equívocos pacenses e um ressalto para avançar lesto e eficaz para a baliza de Degra. O resultado estava feito, pois os lançamentos longos dos visitados estiveram sempre condenados ao fracasso.

Com a missão cumprida na Liga, as “águias”, que voltaram a perder Cardozo (o jogador lesionou-se durante o último treino antes do jogo), podem agora virar a atenção para o PAOK, que teve um emissário no Estádio Capital do Móvel.     

Sugerir correcção