2014 será o ano da “retoma sólida da economia”, diz porta-voz do PSD

Marco António Costa
Foto
Marco António Costa Nuno Ferreira Santos

O porta-voz do PSD, Marco António Costa, defendeu este sábado que 2014 será o ano da “retoma sólida da nossa economia”, perspectivando-se um crescimento económico no final do ano. Mas, avisou, isso não significa que se possa regressar a patamares de despesa de épocas passadas.

Na convenção "O Alentejo tem futuro", organizada pela Comissão Política Distrital do PSD de Évora, Marco António Costa realçou os indicadores económicos do PIB português no ano passado, para desenhar um ano de 2014 mais risonho.

“E quando ontem soubemos que o PIB no quarto trimestre de 2013 teve um crescimento homólogo de 1,6% e um crescimento em cadeia de 0,5% - sendo o segundo maior na zona euro -, e Portugal cresceu, no último trimestre do ano passado acima da média da zona euro, vão-me desculpar, mas isto não é uma boa notícia para o Governo A ou B. Isto é uma boa notícia para os portugueses que há muito desejavam ver a nossa economia e o nosso país no rumo certo.”

O dirigente social-democrata fez questão de vincar que não é só o Governo a ter boas perspectivas. “Também é sabido, e muitas vezes afirmado em vários patamares da nossa vida pública, que 2014 constitui o ano de retoma sólida da nossa economia porque perspectiva-se um crescimento económico no final deste ano.”

Porém, é necessária cautela com as euforias. “Permitam-me que eu aqui faça um sublinhado”, alertou Marco António Costa. “A retoma não significa o retorno ao passado. A retoma da economia não pode significar um retorno às velhas práticas, às velhas concepções, às velhas atitudes e acima de tudo às velhas políticas”, afirmou perante uma plateia composta por militantes e dirigentes da administração pública regional de sectores como a segurança social, educação, emprego e formação profissional, turismo, agricultura e desenvolvimento regional.

Marco António Costa seguiu ainda o exemplo de Pedro Passos Coelho, insistindo no repto à oposição, para que esta – em especial o Partido Socialista – se comporte de uma forma mais construtiva para ajudar o Governo, mas sobretudo Portugal a ultrapassar a crise. “É por isso que nós fazemos permanentemente um apelo para que a oposição se posicione de forma construtiva, de forma a acrescentar valor ao debate político, a desafiar a nossa concepção da política.”