António Costa critica forma como o PS está a preparar as eleições europeias

Cabeça de lista já devia estar escolhido e não se entende o desgastar de sucessivos nomes na praça pública, diz o socialista.

António Costa está “totalmente solidário” com o irmão, o jornalista Ricardo Costa, director do <i>Expresso</i>
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António Costa lamentou falhanço no acordo entre accionistas do BPI Nuno Ferreira Santos

No papel de comentador do programa Quadratura do Círculo, da SIC Notícias, António Costa criticou esta quinta-feira a forma a como o Partido Socialista está a posicionar-se para eleições de Maio para o Parlamento Europeu.

“Podia estar a posicionar-se melhor para estas eleições europeias. É difícil compreender, não só não ter ainda um cabeça de lista escolhido, como, sobretudo, a forma como se tem permitido desgastar sucessivos nomes na praça pública, desde Jorge Sampaio a Carlos César, passando pelo Francisco Assis. Toda a gente já andou como cabeça de lista, e isso obviamente desgasta”, disse o também presidente da Câmara de Lisboa.

Num programa em se escusou a comentar directamente a entrevista de Carlos César à Rádio Renascença e em que reiterou que se obriga a “bastante recato” na apreciação do desempenho do secretário-geral do partido, Costa afirmou ainda que, “a um ano e três meses das legislativas, este é o momento certo para o PS dar o salto para se posicionar como alternativa” ao actual Governo. “Ganhar poucochinho é fazer uma coligação poucochinha e fraquinha. É preciso ganhar solidamente para aí ter força e capacidade para poder negociar e fazer acordos”, sustentou.

António Costa considerou “impensável” um cenário de derrota do PS nas eleições para o Parlamento Europeu, lembrando que as europeias “são, por definição, sempre as eleições da oposição". "Muitas pessoas se abstêm e estas eleições são utilizadas, muitas vezes, para dar mensagens de política interna. São eleições que o eleitorado utiliza para dar um sinal a quem governa de forma fácil e barata”.