Editorial

Ranking dos hospitais: indicadores positivos

Os rankings têm limites, mas mesmo assim são úteis.

Os rankings valem o que valem e suscitam sempre discussão por afunilarem a realidade e por reduzirem tudo a uma classificação.

Essas reservas são válidas para o ranking dos hospitais públicos portugueses, que hoje noticiamos, e no qual o Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra se estreia no primeiro lugar.

Esta análise, é preciso lembrar, debruça-se apenas sobre  o internamento, deixando de fora as urgências e as consultas externas e ignorando problemas como o do financiamento dos hospitais. E diz pouco aos utentes, que não podem escolher entre uma e outra unidade.

Mesmo assim, não se lhes pode negar utilidade. Não apenas funcionam como um estímulo para os profissionais, como permitem monitorizar a evolução do desempenho dos hospitais no seu todo. Nesse sentido, o facto de registar uma descida acentuada das mortes expectáveis desde 2005, é revelador de uma qualidade que os hospitais e quem neles trabalha tem conseguido manter, apesar de todas as contrariedades.