PS quer saber quanto gasta o Governo em “outsourcing”

António José Seguro criticou recurso ao mecanismo, admitindo o receio do Estado poder ficar "capturado" por interesses.

António José Seguro promete trabalhar para devolver pelo menos um dos subsídios aos funcionários públicos.
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A Comissão Política Nacional do PS reúne-se esta noite na sede do Largo do Rato Nuno Ferreira Santos

Principal partido da oposição questiona o Executivo sobre verbas aplicadas em consultorias externas que, na opinião socialista, poderia ser realizado por técnicos públicos

O grupo parlamentar do PS entregou esta segunda-feira um requerimento na Assembleia da República solicitando ao secretário de Estado do Orçamento informações sobre “qual o montante total gasto [em 2012 e 2013] pelo Estado nestas aquisições [outsourcing], desagregado por Ministério, especificando detalhadamente a identificação de todos os prestadores de serviços e respectivos montantes a estes pagos”. E ainda quanto prevê O Governo que vai gastar nesse mecanismo este ano. O requerimento surge dois dias depois da Conferência do PS sobre a Reforma do Estado, onde o secretário-geral do PS criticou o recurso às consultorias externas. O esclarecimento foi redigindo pelo deputado António Gameiro, especialista em administração pública.

Seguro afirmou recear que o Estado estivesse em vias de ficar “capturado” por interesses. "Não estou seguro que o Estado português esteja imune a interesses. Há partes do Estado que estão capturados ou em vias de o ser", afirmou António José Seguro, no encerramento da conferência "Uma administração pública eficiente e com qualidade", que decorreu no sábado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

No texto do grupo parlamentar sustenta-se que se têm acumulado exemplos “da parte do Estado, de uma panóplia de contratações de serviços externos, de natureza diversa, sem que as mesmas sejam devidamente publicitadas e conhecidas”. O que, para os socialistas, é questionável, uma vez que “a administração pública possui especialistas de elevada qualidade e craveira, competência, dedicação e empenho ao serviço da coisa pública”.

 

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