Ano do Cavalo pode ser um ano de conflitos, dizem os astrólogos chineses

China começou a comemorar Ano Novo, numa festa que dura até 4 de Fevereiro.

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Esta sexta-feira começa o Novo Ano Lunar chinês, que é o ano do Cavalo – o signo mais yang do velho horóscopo chinês, e por isso associado a princípios como o fogo, o Sol e o masculino. Os dias que aí vêm podem ser ricos em conflitos, pois este é um ano de Cavalo de madeira, que alimenta este energético signo, dizem alguns astrólogos.

A data é celebrada com festas nas ruas por toda a Ásia, embora com datas ligeiramente diferentes (no Vietname chama-se Tet, e comemora-se no domingo) e onde haja comunidades chinesas, com fogo-de- artifício e reuniões familiares. Este ano, no entanto, as autoridades de Pequim cortaram na pirotecnia, responsabilizada por aumentar a espessa poluição nos céus das principais cidades chinesas.

A agência Xinhua noticiou que as famílias desejosas de celebrar com fogo-de-artifício para afastar os maus espíritos deviam antes usar “flores e substitutos electrónicos”. O aviso deve-se à experiência do ano passado: quando os chineses comemoraram a entrada do ano da Serpente, grandes partes da China registaram a pior poluição atmosférica das últimas décadas, que obrigou a encerrar escolas e a manter aeroportos fechados.

A festa que agora começa só termina daqui a 15 dias, quando chegar a Lua cheia – então será o momento do Li Chun, o início do Ano Novo Solar, a chegada da Primavera, no dia 4 de Fevereiro. Aí é que começará de verdade o ano do Cavalo, de acordo com o Sol, em vez da Lua.

2014 é um ano de Cavalo de madeira – no horóscopo chinês há 12 signos, identificados por animais, e cada um rege um ano, repetindo-se em ciclos de 12 anos. Há também cinco elementos, que dão um tom específico ao signo de cada ano: madeira, fogo, terra, metal e água. O último ano de Cavalo de madeira foi em 1954, há 60 anos.

A imprensa chinesa destaca que várias guerras entre a China e o Japão se iniciaram em anos do Cavalo de madeira (Jiawu), como a de 1894, em que os japoneses derrotaram a frota da dinastia Qing (1644-1911) e que foi a primeira vez que o Império do Meio foi batido pelos Trono do Crisântemo.

A Xinhua contrasta também dois actuais líderes políticos, bastante diferentes, mas ambos nascidos no último ano do Cavalo: o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e a chanceler alemã, Angela Merkel, aproveitando para lançar mais umas farpas contra Tóquio, com quem as relações têm estado tensas, devido a reivindicações territoriais sobre as ilhas conhecidas como Senkaku no Japão e Diaoyu na China, que se prendem com a afirmação do poderio naval no Pacífico.

“Representam atitudes completamente diferentes em relação ao passado dos seus países. A Alemanha conquistou a aprovação da maioria por causa da sinceridade que os seus líderes demonstraram, mas o Japão ainda tem de fazer um longo caminho”, escreve a agência chinesa. “No ano do Cavalo, a relação sino-japonesa exigirá aos líderes de ambos os países que demonstrem sabedoria e compreensão”, acrescenta ainda.

Poder-se-ia pensar que este seria um bom ano para Merkel e para Abe, mas a astrologia chinesa diz que as pessoas nascidas sob o signo do ano não têm uma vida fácil durante esse mesmo ano. Portanto, apesar de os nativos do Cavalo serem estáveis, energéticos, bons decisores e aventureiros, o melhor é terem calma neste 2014 – em especial se fizerem 60 anos e forem do Cavalo de madeira. E se acreditarem na astrologia chinesa.