Jerónimo de Sousa acusa Governo de "propaganda"

Para o líder comunista, os sucessivos cortes nos salários e nas pensões dos portugueses colocam os cidadãos em "estado de choque".

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Jerónimo de Sousa diz que o Governo está a criar uma geração sem direitos e mais empobrecida Enric Vives-Rubio

O secretário-geral do PCP considera que os "trabalhadores, reformados e pensionistas estão em estado de choque quando olham para os seus recibos" de vencimento, numa altura em que o Governo fala de crescimento económico.

Precisamente num momento em que o Governo anuncia "que as coisas estão a mudar", aquilo a que Jerónimo chamou “propaganda”, revelando  “crescimento económico” e “milagres económicos”, o líder do PCP sublinhou que na realidade, quer os trabalhadores da administração publica, quer da administração privada assistem diariamente a “um ataque aos seus direitos, salários, reformas e pensões, neste grande objectivo que tem de aumentar a exploração e o empobrecimento dos portugueses".

Depois de uma reunião com representantes da Federação dos Sindicatos da Função Pública, o líder do PCP falou da “gravidade da situação social, do estado dos serviços públicos, das funções sociais do Estado” e daquilo que considera ser um “ataque descabelado” aos portugueses – trabalhadores, reformados, pensionistas da administração pública. Para o comunista, a política de cortes coloca os portugueses “em estado de choque quando olham para os seus recibos, para o seu vencimento”.

O líder comunista apontou o dedo ao Governo por estar a aplicar cortes sobre cortes, num momento em que os portugueses "ainda não estão refeitos de um corte”, surge logo a discussão da possibilidade de se implementar outros cortes.

Jerónimo de Sousa acusou o Executivo – Pedro Passos Coelho e Paulo Portas – de querer empobrecer os trabalhadores, reformados e pensionistas. "Está nas mãos dos trabalhadores, cada vez mais, travar esta ofensiva, derrotar este Governo e esta política", disse, preconizando  que "no dia em que os trabalhadores tenham a consciência de que quando se juntarem, quando quiserem, este Governo tem o seu futuro condicionado".