Novo partido +DP para concorrer às legislativas

Movimento ainda não arrancou com o processo de recolha de assinaturas para oficializar o partido.

As possibilidades de Martin Schulz suceder a Durão Barroso dependem bastante do resultado das eleições europeias de Maio de 2014
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As possibilidades de Martin Schulz suceder a Durão Barroso dependem bastante do resultado das eleições europeias de Maio de 2014 YVES HERMAN/REUTERS

O novo partido +Democracia Participativa (+DP) realizou este sábado o seu primeiro encontro nacional em Lisboa, onde definiu como objectivo disputar as eleições legislativas de 2015.

“O nosso objetivo neste momento é concorrer às legislativas de 2015. Aí, em princípio, teremos condições para apresentar uma candidatura”, disse o porta-voz Rui Martins, à margem do encontro.<_o3a_p>

Durante a tarde de sábado serão apresentados, discutidos e votados os estatutos, o programa e as sete ideias para Portugal, que resultaram de um debate através da internet. “Esta será a primeira pedra que será lançada para um edifício que queremos que seja diferente para Portugal”, resumiu Rui Martins.<_o3a_p>

O porta-voz notou que a diferença deste partido em relação aos outros é a “democracia participativa e a democracia representativa”. “Todos os partidos presentes hoje em dia no Parlamento defendem a democracia representativa. São representantes eleitos e perante os quais os cidadãos pouco controlo têm, a não ser de quatro em quatro anos poderem mudar ou rodar”, comentou.<_o3a_p>

O +DP propõe uma “democracia 2.0, mais avançada, que permita, que os cidadãos participem mais nos assuntos que lhe dizem respeito, à sua rua, ao seu bairro, à sua comunidade”.<_o3a_p>

O novo partido quer aproveitar mecanismos já existentes na democracia como referendos, iniciativas de cidadãos e movimentos participativos nas autarquias para “dar o salto na qualidade da democracia da aproximação entre eleito e eleitores”.<_o3a_p>

Os eventuais futuros deputados do +DP actuarão apenas depois de ouvidos os apoiantes, numa lógica de “democracia interna, que espelha o que se defende para a democracia externa”.<_o3a_p>

“Terão sempre uma palavra naquilo que será o voto expresso do nosso representante no fórum onde ele for eleito, seja autárquico, ou legislativo”, explicou.<_o3a_p>

O processo de recolha das pelo menos 7.500 assinaturas para oficializar um partido “está a começar agora”, porque até ao momento o +DP dedicou-se à “construção dos documentos programáticos e fundadores”.<_o3a_p>

Rui Martins referiu estar a chegar-se à fase dos cidadãos, que “são indivíduos com preocupações cívicas e políticas, mas que não se integram e não se sentem representados por nenhum partido” e aproximaram-se do +DP. Os eleitos do +DP “não têm que ser de Esquerda nem de Direita”.<_o3a_p>

“A democracia participativa e directa não implica que haja uma formatação mental sobre o que a pessoa vai votar sempre. Vai decorrer sempre da vontade dos cidadãos que influenciarem o voto do seu representante no parlamento. Estamos além dessa separação clássica e anacrónica de Esquerda e de Direita”, disse.<_o3a_p>

Na versão provisória do documento “7 Ideais para Portugal”, o +DP defende “mobilizar todos os portugueses”, “não à partidocracia, sim às candidaturas independentes”, “uma sociedade mais justa e inclusiva”, “mais transparência e responsabilização”, “um novo paradigma económico”, “um ambiente sustentável” e “eixos estratégicos nas relações internacionais: Europa e Lusofonia”.<_o3a_p>