Crónica de jogo

Penálti no último minuto garante apuramento do FC Porto

No primeiro jogo sem Lucho Gonzalez, os portistas estiveram a perder até ao minuto 86, mas Carlos Eduardo e Josué garantiram o apuramento “azul e branco”.

Carlos Eduardo marcou um dos golos do FC Porto
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Carlos Eduardo marcou um dos golos do FC Porto Miguel Riopa/AFP

Durante a semana a questão era apenas uma: FC Porto ou Sporting, quem vai vencer por uma margem mais dilatada? Os “dragões” partiam em vantagem, mas tiveram que sofrer até ao último segundo para garantir uma vitória pela margem mínima (3-2) que garante aos “azuis e brancos” um lugar nas meias-finais da Taça da Liga. Com os titulares mascarados de suplentes durante quase todo o jogo, os portistas beneficiaram do segundo critério de desempate (maior números de golos marcados) para colocar o Sporting KO.

Habitualmente o FC Porto dá tanta importância à Taça da Liga como um vegetariano dá a um rodizio de carne, mas desta vez Paulo Fonseca não foi em poupanças. Em luta directa com o Sporting por um lugar nas meias-finais, onde teria como bónus uma recepção ao Benfica, o treinador dos portistas apenas trocou de guarda-redes, mas Quaresma, Jackson, Mangala e companhia ouviram mais assobios do que aplausos durante grande parte do encontro.

Ao contrário dos continentais, o Marítimo entrou no Estádio do Dragão com algumas segundas linhas, como Weeks, Bauer ou Wellington, mas apesar de ter deixado na Madeira Derley e Héldon, responsáveis por 70% dos golos da equipa de Pedro Martins no campeonato, os insulares estiveram muito perto de provocar uma surpresa.

O jogo começou amorfo, mas, aos 16’, o golo do Penafiel frente ao Sporting fez os adeptos respirar de alívio. Quatro minutos depois, após uma defesa incompleta de Wellington, Jackson colocou os “dragões” em vantagem e parecia que Paulo Fonseca iria ter uma noite tranquila.

No entanto, menos de 60 segundos depois, foi a vez de Fabiano facilitar e João Diogo empatou. Com o empate surgiram os primeiros assobios no Dragão, a equipa do FC Porto voltou à intranquilidade já vista em outros jogos e o Marítimo agradeceu. Aos 34’, após um rápido contra-ataque, Artur colocava os madeirenses a ganhar. Antes do intervalo, mais duas más notícias para Paulo Fonseca: no mesmo minuto em que Fernando era obrigado a abandonar devido a lesão, o Sporting empatava em Penafiel. Virtualmente, os portistas estavam fora da prova.

E, na segunda parte, com o decorrer dos minutos, o cenário foi piorando para o FC Porto. Apesar da insegurança evidenciada por Wellington (aos 56’ largou mais uma bola e, na sequência da jogada, Carlos Eduardo pediu penálti), os “dragões” não mostravam argumentos para dar a volta ao resultado e, a partir dos 78’, com o terceiro golo do Sporting em Penafiel, um golo já não bastava ao FC Porto.

Porém, tudo mudou a partir do minuto 86. Após um canto, Carlos Eduardo restabeleceu a igualdade e os portistas ficavam a um golo do apuramento, que surgiu no último minuto de descontos: Ghilas caiu na área, o árbitro, apesar dos protestos madeirenses marcou penálti, e Josué não tremeu. Sem convencer, o FC Porto colocava-se no caminho do Benfica.

Ficha de Jogo

FC Porto, 3

Marítimo, 2

Jogo no Estádio do Dragão, no Porto.

Assistência 20.109 espectadores

FC Porto Fabiano, Danilo, Maicon (Quintero, 74’), Mangala, Alex Sandro, Fernando (Josué, 42’), Carlos Eduardo, Defour (Ghilas, 59), Quaresma, Jackson Martinez e Varela. Treinador Paulo Fonseca.

Marítimo Welligton, João Diogo, Igor Rossi, Bauer, Rúben Ferreira, Marakis, Nuno Rocha, Weeks (João Luíz, 67’) Artur, Fidelis (Edivândio, 76’) e Danilo Dias (Rúben Brígido, 88’). Treinador Pedro Martins.

Árbitro Manuel Mota (Braga)

Amarelos Weeks (65'), Danilo(82'), Igor Rossi (90'+5')

Golos 1-0 por Jackson Martínez (20'), 1-1 por João Diogo (21'), 1-2 por Artur (34'), 2-2 por Carlos Eduardo (86'), 3-2 por Josué (90'+5') grande penalidade

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