PJ deteve suspeito de violação, rapto e prostituição de menores

Suspeito é mecânico e ficou em prisão preventiva após o primeiro interrogatório judicial.

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Valor associado ao crime já ascende a 1,1 milhões de euros Sérgio Azenha

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou nesta quarta-feira a detenção de um mecânico de 51 anos suspeito de ter violado pelo menos duas menores, raptado uma delas e abusado sexualmente de uma criança. O arguido está ainda indiciado por recurso à prostituição de menores, um crime que terá perdurado durante “vários anos”.

O arguido foi detido na quinta-feira passada, tendo um juiz do Tribunal Judicial de Meda ordenado a sua prisão preventiva no dia seguinte. O suspeito começou a ser investigado há uns meses pelo Departamento de Investigação Criminal da Guarda da PJ, após uma queixa de violação que terá vitimado uma menor.

O mecânico também aliciaria adolescentes entre os 14 e os 18 anos para manterem relações sexuais consigo, dando-lhes em troca contrapartidas diversas. "Os crimes terão perdurado por vários anos e sujeitado diversas vítimas de diferentes idades", refere a PJ em comunicado. 

A Polícia Judiciária recusa adiantar mais pormenores sobre o caso, já que a investigação está em segredo de justiça.

O suspeito vive numa aldeia, Aveloso, a sete quilómetros de Mêda e tem duas oficinas de venda e reparação de pneus, uma em Mêda e outra em Trancoso. Casado e com três filhos, alguns maiores, o arguido era bem visto no concelho. “Era uma pessoa sociável e que se dava com toda a gente”, afirma uma habitante de Mêda, que adianta que a detenção deixou surpreendida a população.

Na aldeia onde mora descrevem-no como um homem trabalhador e honesto. “Era muito amigo de ir à missa ao domingo e muito bem falante”, refere uma vizinha, que garante que na localidade nunca se ouviu qualquer referência a comportamentos sexuais ilícitos. 

No último Relatório Anual de Segurança Interna, refere que durante o ano 2012, foram detidos um total de 186 indivíduos, a esmagadora maioria do sexo masculino, dos quais 70 ficaram em prisão preventiva. Deste universo, destacam-se os suspeitos de abuso sexual de crianças (83), violação (45) e pornografia de menores (34).