Lusófona abre inquérito interno à morte de estudantes no Meco

Universidade diz que é preciso trabalhar no sentido do "cabal esclarecimento" do que se passou

Jovens morreram a 15 de Dezembro na praia
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Há uma nova polémica no caso do Meco enric vives-rubio

A Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa, na qual estudavam os seis universitários que morreram na praia no Meco, decidiu abrir um inquérito interno para "aclaração dos factos" e "lançar luz sobre a génese do acontecimento" que vitimou os estudantes.

Num despacho divulgado ao final da tarde, desta segunda-feira, assinado pelo reitor da Lusófona, Mário Moutinho, e pelo administrador Manuel Damásio, a universidade determinou "abrir um inquérito para aclaração dos factos que tiveram lugar durante o fim-de-semana em que ocorreram as mortes dos estudantes".

 


 


Com a data de hoje, o despacho diz ainda que "decorrida esta etapa de gestão da dor que atingiu tão fortemente as famílias das vítimas", e que teve também "acentuada intensidade no país", este é o momento em que "se impõe lançar luz sobre a génese do acontecimento", pelo que importa trabalhar no sentido do "cabal esclarecimento do que aconteceu naquela noite na praia do Meco".

Foi na madrugada de 15 de Dezembro que seis jovens morreram na praia do Moinho de Baixo, no Meco. Pertenciam à Comissão Organizadora da Praxe Académica e estavam com o dux, a figura com mais poder na hierarquia da praxe. O dux sobreviveu, mas até agora tem-se remetido ao silêncio, o que está a incomodar os familiares das vítimas.