Nove meses depois, o Jornal Sénior chegou ao fim

Publicação não conseguiu viabilidade financeira.

Mário Zambujal dirigiu o jornal durante os nove meses
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Mário Zambujal dirigiu o jornal durante os nove meses Rita Baleia/arquivo

O Jornal Sénior pôs nesta quinta-feira o 18.º e último número nas bancas. O quinzenário, dirigido pelo escritor e jornalista Mário Zambujal, arrancou em Maio do ano passado.

A publicação empregava quatro jornalistas e um gráfico e tinha como investidor o empresário Adriano Eliseu.

“É uma questão de sustentabilidade financeira”, explicou Mário Zambujal, notando que seriam precisos dois ou três anos para que o projecto pudesse tornar-se viável. “Mas não tenho direito de dar palpites sobre a resistência das pessoas [o investidor] a um gasto”, acrescentou. O jornal vendia entre quatro e cinco mil exemplares e a publicidade nunca foi a suficiente. O preço de capa era de 95 cêntimos.

“Continuo a pensar que é um jornal apropriado para um sector muito vasto da população portuguesa”, afirmou o ex-director, que notou que o país atravessa “um período mau” e que “a publicidade está a baixar em quase toda a parte”.

Na altura do lançamento, Zambujal afirmara ao PÚBLICO que "o que se pretende não é ter lucros, nem ordenados especiais, é manter isto vivo".

A última edição, com o título de capa “Falta cumprir Portugal”, inclui os testemunhos de sete personalidades sobre o futuro próximo de Portugal: Bagão Félix, Fernando Rosas, Januário Torgal, Odete Santos, Manuel Alegre, António Pinho Vargas e Maria de Belém Roseira.