Hélder Rodrigues foi quarto, Peterhansel aproxima-se de Roma

O motard português da Honda mantém-se na oitava posição da geral.

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A tradição ainda é o que era para Hélder Rodrigues. À semelhança do que aconteceu nas edições mais recentes do Dakar, o motard português está a realizar uma segunda semana de prova bem melhor do que a primeira e ontem foi quarto classificado na oitava etapa. O piloto da Honda Racing está agora mais perto do 7.º lugar da geral, mas também está mais ameaçado por Cyril Despres, que foi o mais rápido do dia e continua a recuperar lugares. Nos carros, Nasser Al-Attiyah foi o primeiro, mas Peterhansel, segundo na etapa e na geral, ganhou mais de oito minutos a Nani Roma, que continua a liderar.

A despedida da Bolívia e a entrada no Chile correu bem para Hélder Rodrigues. O piloto nacional apenas foi superado pela Yamaha de Cyril Despres, que com mais de uma hora de penalizações no cadastro já nada tem a perder, pela Honda de Joan Barreda e pela KTM de Marc Coma, que entrou na etapa com o objectivo de controlar o andamento dos rivais. Com o quarto posto na chegada a Uyuni, Rodrigues recuperou quase sete minutos em relação ao polaco Przygonski, sétimo da geral, mas Despres já tem o oitavo lugar do português no ponto de mira: o francês está agora a pouco mais de 11 minutos do motard da Honda.

Mário Patrão também esteve em destaque. O hexacampeão nacional conduziu a sua Suzuki 450 Rally ao 16.º melhor tempo e ganhou cinco posições. O motard de Seia é 33.º na geral, três posições abaixo do que conseguiu no último ano. Os restantes pilotos portugueses tiveram prestações mais modestas. Pedro Oliveira (Speedbrain) foi 37.º, Victor Oliveira (Husqvarna) 42.º e Pedro Bianchi Prata (Husqvarna) terminou na posição 44. Na geral, Pedro Oliveira caiu um lugar mas continua a ser o segundo melhor português (24.º), enquanto Bianchi Prata ficou mais longo do objectivo de terminar no top-20. O piloto do Porto é 26.º. Victor Oliveira é apenas 69.º.

Apesar de já ter abandonado a prova depois de ver incendiar-se a sua mota, Paulo Gonçalves continua na América do Sul a acompanhar a equipa oficial Honda HRC e ajudar Joan Barreda: "É um grande piloto, muito talentoso e determinado. Vê-lo levar por diante os objectivos que trouxemos até cá deixa-me muito contente. Somos grandes amigos e ele ajudou-me na conquista do título mundial, se agora o puder ajudar a ganhar este Dakar é com muito orgulho", afirmou o campeão do Mundo de todo-o-terreno.

Nos automóveis, Nani Roma teve um dia para esquecer. O piloto da Mini foi apenas o sexto mais rápido e perdeu oito minutos para o seu colega de equipa Stephane Peterhansel na geral. Os dois estão agora separados por 23m46s. O grande dominador da oitava etapa foi, no entanto, Nasser Al-Attiyah. Apesar de ter sempre Peterhansel por perto, o piloto do Qatar foi o mais rápido em todos os controlos e no final dos 302 km da etapa bateu o francês por pouco mais de um minuto.

A boa prestação permitiu a Al-Attiyah aproximar-se ligeiramente da quarta posição, ocupada por Orlando Terranova, mas o argentino, que faz dupla com o português Paulo Fiuza, também beneficiou do mau dia de Giniel De Villiers (foi apenas sétimo) para ficar a apenas três minutos e meio do último lugar do pódio.