PCP quer explicações do ministro da Saúde no Parlamento sobre acesso ao SNS

Paulo Macedo poderá ser ouvido na comissão parlamentar de saúde depois do caso de uma doente que esteve dois anos à espera de uma colonoscopia.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, e os sindicatos chegaram a acordo em Outubro de 2012
Foto
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, e os sindicatos chegaram a acordo em Outubro de 2012 Daniel Rocha

As políticas do Governo estão a conduzir os portugueses "à morte antecipada". A acusação foi feita pelo líder parlamentar do PCP, João Oliveira, que anunciou esta quarta-feira que o PCP vai requerer uma audição do ministro da Saúde no Parlamento para prestar esclarecimentos sobre a acessibilidade dos cidadãos aos cuidados de saúde.

O caso de uma doente que esteve dois anos à espera de uma colonoscopia no Hospital Amadora Sintra, até que o tumor se tornou "inoperável", levou o deputado comunista a afirmar, durante o período declarações políticas na Assembleia da República, que não é exagerada a acusação que o PCP tem feito ao Governo de que as políticas do Executivo em matéria de saúde "estão a conduzir muitos portugueses à morte antecipada".

O líder da bancada comunista considerou que estas políticas não são cegas, mas fruto de "uma política com natureza de classe que nega o direito à saúde aos trabalhadores e ao povo", pelo que o Governo deve ser "responsabilizado" pelo que está a fazer "à vida e à saúde dos portugueses".

"A denúncia pública da Associação de Luta contra o Cancro do Intestino é bem exemplificativa da chamada de atenção do PCP", sublinhou João Oliveira, que referiu igualmente a falta de medicamentos para doentes oncológicos, com esclerose múltipla ou com hepatite C.