Portugal vai emitir dívida pública a 5 anos

Governo aproveita ambiente positivo que se vive actualmente nos mercados.

Juros a 10 anos estavam a ser negociados a 7,199%
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Tesouro português testa os mercados nesta quinta-feira Enric Vives Rubio

O Governo português já contratou um sindicato bancário para lançar muito brevemente uma emissão de títulos de dívida pública a cinco anos, noticia esta quarta-feira a agência Reuters.

Um dia depois de a Irlanda ter colocado com sucesso no mercado títulos de dívida pública de longo prazo, Portugal segue o mesmo caminho, numa operação que, a repetirem-se os procedimentos de emissões sindicadas anteriores, poderá realizar-se já no dia de amanhã.

Para já, a Reuters afirma, citando uma fonte de um dos bancos envolvidos na operação, que a colocação de dívida será feita por via de uma emissão sindicada (feita através de um grupo de instituições bancárias e não através de leilão) e que os títulos irão completar a série de obrigações do tesouro já existente com maturidade até Junho de 2019. A Reuters avança ainda que os bancos que vão gerir a operação são a Caixa BI, Barclays, HSBC, Morgan Stanley e Societé Générale.

A agência noticiosa diz que o lançamento da operação será realizado no futuro próximo e mediante as condições do mercado. Nas emissões sindicadas de dívida realizadas por Portugal em Janeiro e Maio de 2013, a operação concretizou-se no dia imediatamente a seguir a ter sido noticiada a contratação do sindicato bancário pelo Governo.

Nos primeiros dias deste ano, acentuou-se a descida das taxas de juro praticadas nos mercados secundários da dívida pública dos países periféricos do euro. No caso de Portugal, a taxa de juro das obrigações a cinco anos encontram-se esta quarta-feira, segundo a agência Reuters, a uma taxa de juro próxima de 4,1%, o valor mais baixo desde 2010. A emissão de dívida bem sucedida da Irlanda na terça-feira confirmou também que existe actualmente interesse por parte dos investidores em títulos de dívida provenientes dos países da Europa periférica.

Portugal tem, até ao final do programa da troika agendado para Maio, que mostrar que consegue ter acesso ao financiamento de longo prazo nos mercados se quiser evitar um segundo resgate.

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