O Arsenal afastou as nuvens negras ?e voltou a ficar sozinho na frente

Gunners voltam a isolar-se no topo da Premier League, após vitória sobre o West Ham e derrota do Liverpool com o Manchester City.

Walcott foi o principal responsável pela reviravolta do Arsenal em Upton Park
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Walcott foi o principal responsável pela reviravolta do Arsenal em Upton Park Suzanne Plunkett/Reuters

O Arsenal estava a passar um mau bocado na Premier League. Dois empates e uma derrota frente a adversários poderosos indiciavam que os “gunners” não iriam reencontrar a forma que os colocara no topo, e, durante mais de uma hora, em Upton Park, a nuvem negra continuou bem carregada. Mas o derby londrino com o West Ham, em jornada de Boxing Day, acabou por ter um final feliz para os homens de Arsène Wenger, que deram a volta a uma desvantagem de 1-0 e triunfaram por 1-3, recuperando a liderança isolada, não apenas pela vitória, mas também graças à derrota do Liverpool, em Manchester, frente ao City, que passou para o segundo posto.

Depois do empate sem golos com o Chelsea, tudo se encaminhava para ser mais um “clássico” de Londres que não iria correr bem ao Arsenal, com o golo de Carlton Cole a colocar os aflitos “hammers” em vantagem aos 47’. Mas a formação orientada por Arsène Wenger recuperou graças a dois golos de Theo Walcott (68’ e 71’) e um de Podolski (79’), que voltou aos relvados após uma ausência de vários meses. Para o técnico francês do Arsenal, acabou por ser uma vitória convincente, apesar do sofrimento: “Acho que controlámos o jogo, mas houve uma altura em que tudo poderia ter mudado. Respondemos muito bem na segunda parte e vencemos de forma convincente.”

Mourinho elogia adversário
Algumas horas depois, as notícias voltaram a ser boas para o Arsenal. O Liverpool, que era um dos líderes à entrada para esta ronda, saiu derrotado do Etihad pelo City por 2-1. Com esta derrota, os “reds” caíram de primeiro para quarto lugar, estando agora três pontos atrás do Arsenal. O jogo até começou da melhor maneira para o Liverpool, com Philipe Coutinho a marcar logo aos 24’, mas a equipa de Manuel Pellegrini fez justiça ao estatuto de melhor ataque do campeonato e colocou-se na frente ainda antes do intervalo. Primeiro, aos 31’, foi Kompany a responder da melhor maneira a um canto marcado por David Silva. Mesmo em cima do apito para o intervalo, Álvaro Negredo, em jogada de contra-ataque, faz o 2-1 com um chapéu ao guarda-redes Mignolet, um lance em que o guardião belga não está isento de culpa. Depois de já ter vencido o Arsenal e o Manchester United, o City voltou a abater um dos “grandes” da Premier League e reforçou a sua candidatura ao título, nem sequer precisando de ter em campo Kun Aguero, o melhor marcador da equipa, que está lesionado.

Quem também continua na perseguição aos primeiros é o Chelsea, que recebeu e venceu o Swansea por 1-0, com um golo de Eden Hazard, mantendo-se a dois pontos do primeiro, mas com uma tarefa difícil no próximo domingo, com a recepção ao Liverpool. “Posso dizer que a culpa de não termos marcado mais hoje é do guarda-redes do Swansea, por ter feito três ou quatro grandes defesas. Não falhámos ocasiões de golo, o Tremmel é que fez intervenções fantásticas”, disse Mourinho no final da partida.

Resultados da 18.ª jornada

Hull City-Manchester United, 2-3

Aston Villa-Crystal Palace, 0-1

Cardiff-Southampton, 0-3

Chelsea-Swansea, 1-0

Everton-Sunderland, 0-1

Newcastle-Stoke City, 5-1

Norwich-Fulham, 1-2

Tottenham-WBA, 1-1

West Ham-Arsenal, 1-3

Manchester City-Liverpool, 2-1

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