Greve faz lixo acumular-se nas ruas de Lisboa

Câmara apela à população para não colocar os resíduos fora de casa.

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A greve dos trabalhadores de recolha do lixo de Lisboa teve uma adesão de 85% e já está a ter consequências: nas ruas, há caixotes a abarrotar e sacos amontoados, sobretudo junto a ecopontos. O protesto começou à meia-noite de terça-feira, dia 24, e só termina no dia 5.

A adesão de 85% no primeiro dia foi calculada pelos sindicatos e confirmada ao PÚBLICO pela câmara. "Os nossos números são os mesmos dos sindicatos", afirmou a assessora da autarquia Maria Rui.

A adesão foi “muito mais forte” nos funcionários de limpeza do que nos condutores, acrescentou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, Vítor Pereira. Estão a funcionar “pouco mais” do que os serviços mínimos, assegurou o dirigente sindical.

A greve foi convocada contra a "externalização de serviços e de atribuições e contra a privatização de serviços públicos essenciais", e em luta "pelo direito inalienável do vínculo laboral dos trabalhadores ao Município" e "contra o esvaziamento de atribuições de serviços da Câmara Municipal de Lisboa".

Na sequência da marcação do protesto, a Câmara de Lisboa emitiu um aviso à população informando que a greve poderia “afectar o normal funcionamento do sistema de limpeza e recolha de lixo na capital” e aconselhando as pessoas a separar os resíduos e a mantê-los dentro de casa. Maria Rui sublinhou que a câmara continua a apelar aos munícipes para não colocarem o lixo na rua.

A greve, convocada conjuntamente pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, decorrerá em duas fases. Até às cinco da manhã do dia 28, foi convocada uma greve ao trabalho normal. Daí até ao dia 5, a greve é às horas extraordinárias e ao trabalho suplementar, como o que é feito nas noites de domingo.