Norte destina fundos comunitários a investigação aplicada às empresas

Presidente da CCDRN, Emídio Gomes, alerta que o grande desafio do Norte é a criação de emprego qualificado.

INEGI foi um dos institutos que assinaram protocolos com a Comissão de Coordenação do Norte nesta terça-feira
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INEGI foi um dos institutos que assinaram protocolos com a Comissão de Coordenação do Norte nesta terça-feira Paulo Pimenta/Arquivo

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN) revelou nesta terça-feira que os próximos fundos comunitários destinam verbas substanciais à investigação aplicada às empresas e apoiam “pela primeira vez” a formação qualificada de recursos humanos.

“Do envelope global, de grande dimensão, para apoio à inovação, empresas e investigação, mais de dois terços são para investigação aplicada, dirigida às empresas a nível regional”, afirmou o responsável, Emídio Gomes, à margem da assinatura dos últimos 18 contratos de financiamento do “ON.2 – O Novo Norte”, com nove instituições ligadas à investigação científica e desenvolvimento tecnológico.

Emídio Gomes destacou a “expectativa muito positiva” em relação aos próximos fundos comunitários, porque, “pela primeira vez”, vão ter “um envelope dirigido ao emprego qualificado” numa região que tem como “grande desafio o emprego e, em especial, a sua qualificação”. “Vamos ter dois factores novos nos programas operacionais regionais. Terão um eixo para apoio à área da ciência, tecnologia e inovação. Isto é uma novidade. Vamos poder apoiar projectos de Investigação e Desenvolvimento dirigidos ao sector produtivo, à investigação aplicada”, descreveu, em declarações aos jornalistas.

A “segunda e maior novidade” dos futuros programas operacionais “é que, pela primeira vez na história”, contemplam “verbas para apoiar formação avançada de recursos humanos”. “Isto é seguro”, frisou Emídio Gomes, confiante nas perspectivas do secretário de Estado de que os próximos fundos comunitários possam começar a “circular a partir do 2.º semestre de 2014”.

Para além disso, no Programa Operacional Regional, “mais de dois terços” das verbas globais “de grande dimensão” para apoio à Investigação e Desenvolvimento, vão ser para “a investigação dirigida às empresas”. “O grande desafio da região é o emprego e, em especial, a qualificação do emprego. Se, pela primeira vez, [a região] vai ter um envelope dirigido ao emprego qualificado, a expectativa é muito positiva”, sublinhou.

Os 18 contratos de co-financiamento assinados nesta terça-feira têm “um montante aproximado de cinco milhões de euros” e encerram um ciclo de “apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico da região”, acrescentou. Emídio Gomes destaca que a iniciativa criou “mais de 500 postos de trabalho qualificado na região” e “apoiou mais de 800 investigadores”.

Iniciado “há mais de um ano”, com “um investimento global de cerca de 40 milhões de euros”, o programa envolveu “um total de 70 projectos”, acrescentou. O projecto contemplou a área agro-alimentar, a biodiversidade marinha, a biotecnologia, a energia, a química e a nanoquímica, a saúde e as tecnologias de informação e comunicação.

Os protocolos assinados esta manhã envolvem o Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), do Porto, o Laboratório de Processos de Separação e Reacção, associado à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e o Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI). O Instituto de Engenharia Mecânica (IDMEC), a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e o Laboratório de Engenharia de Processos, Ambiente e Energia e Centro de Estudos de Fenómenos de Transporte são as restantes entidades contempladas.