Primeiro-ministro quer “uma economia menos provinciana e mais cosmopolita”

Passos Coelho proclama como grande objectivo uma economia menos centrada nos sectores protegidos do mercado interno.

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Daniel Rocha

"Queremos que cada vez mais seja uma economia conduzida por factores competitivos, que nos permitam disputar o mercado interno em termos europeus e a economia global. Deixar, portanto, uma economia mais provinciana para uma mais economia mais cosmopolita", salientou Passos Coelho, que chegou a Matosinhos na companhia do ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato.

Numa intervenção de quase meia hora, Passos Coelho clarificou que “o grande objectivo para Portugal é uma economia menos centrada nos sectores protegidos de mercado interno, mas mais exposta ao mercado externo". “Ao longo de vários anos, várias economias europeias foram evidenciando uma perda de competitividade que, a persistir, poderiam pôr em causa até, no médio prazo, a viabilidade da União Europeia e do euro. São vários os países hoje, no espaço europeu, que têm uma consciência plena de travar essa perda de competitividade".

Passos destacou um “quadro bastante mais optimista do que aquele que se previa há meio ano atrás”, em que os indicadores importantes mostram que a economia "encetou já um processo de inversão de tendência", que permitirá, em 2014 e nos anos subsequentes, "retomar um caminho de crescimento que esperamos que seja um crescimento sustentável".

Antes, o empresário Belmiro de Azevedo (proprietário do PÚBLICO) destacara a importância da Porto Businesse School, que ontem assinalou 25 anos e aludiu às dificuldades em construir uma escola de qualidade em apenas 14 meses. O presidente do CA da renovada escola de negócios agradeceu ao ex-secretário de Estado da Economia, Almeida Henriques, e depois ao actual secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Castro Almeida, afirmando que foi “fundamental para fechar a parte final do investimento que estava a provocar um desaguisado”.

Na intervenção que fizera na altura em que foi descerrada uma placa alusiva à inauguração da nova escola, Belmiro revelou que pretende criar uma faculdade com um conjunto de professores internacionais. “Vamos fazer uma aposta muito forte porque “a Porto Businesse School tem características para se tornar uma grande escola”, vaticinou o empresário portuense.

Foi um primeiro-ministro crítico do despesismo dos últimos 20 anos, em que se fizeram “investimentos que custaram muito dinheiro e que não têm qualquer utilização”, que esta segunda-feira desafiou autarcas e empresários a apresentarem “bons projectos” para gastar os fundos europeus.