Assunção Esteves: “As manifestações são um direito lá fora, mas um crime aqui”

As galerias só ficaram cheias já o debate decorria. Houve gritos e impropérios lançados aos deputados.

A presidente da Assembleia da República reagiu esta quinta-feira a um pedido de esclarecimento sobre o alegado barramento à entrada de professores na Assembleia da República com a consideração de que “as manifestações são um direito lá fora, mas um crime aqui [no Parlamento]”.

Só depois Assunção Esteves acrescentou ter sido informada do que se estava a passar e que “tudo” estava já a “normalizar-se”. Perante a insistência do BE e PCP, a presidente da AR adiantou depois que a “segurança tem ordens para ter noção dos direitos das pessoas”.

Foi o bloquista Pedro Filipe Soares quem, ainda antes do início do debate a propósito da prova de avaliação aos professores, confrontou Assunção Esteves com o que se estaria a passar à entrada do Parlamento, com “professores impedidos de entrar”.

O deputado do BE considerou “incompreensível” que no arranque do debate houvesse ainda “galerias vazias”, lembrando a Assunção Esteves que não tinha ainda havido qualquer interrupção dos trabalhos por protestos. “Não há nenhuma responsabilidade a assacar [aos professores].”

As galerias só ficaram cheias já o debate decorria. E a manifestação dos professores aconteceu mesmo quando os deputados acabaram de discutir o tema. Primeiro levantando-se em silêncio e depois com gritos e impropérios lançados aos deputados.

Teresa Caeiro – que substituía Assunção Esteves na condução dos trabalhos – ordenou à polícia a saída imediata dos que protestavam. As galerias ficaram praticamente vazias.