Apagão afecta 70% da Venezuela e Maduro culpa a oposição

Falha eléctrica teve origem na mesma central que teve avaria em Setembro.

Nas ruas de Caracas, ontem à noite, às escuras
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Nas ruas de Caracas, ontem à noite, às escuras JUAN BARRETO/AFP

Um apagão deixou a capital venezuelana às escuras na noite de segunda-feira e o Presidente Nicolás Maduro atribuiu o apagão a uma "sabotagem" da direita, cinco dias antes das eleições municipais.

“Estou no [Palácio de] Miraflores e acompanho o estranho apagão que se deu no mesmo sítio da última sabotagem. Peço ao povo para estar alerta”, escreveu Maduro na sua conta de Twitter, enquanto Caracas - e na verdade 70% do país - estava às escuras.

O apagão começou às 20h10 (hora local) e a electricidade só foi reposta totalmente depois da meia-noite. Afectou várias cidades das regiões Centro e Oeste do país, no momento em que Maduro discursava num programa de transmissão obrigatória pelas estações de rádio e televisão. Teve origem nas estações La Horqueta (no estado Aragua, Centro) e San Jerónimo (estado Guárico, Centro), onde em Setembro se deu outra falha que deixou 70% do país às escuras durante pelo menos três horas, relata a AFP.

O ministro do Interior e da Justiça, Miguel Rodríguez Torres, corroborou as afirmações do Presidente. “Temos informações de que há grupos de radicais de direita que estão a preparar sabotagens à indústria petrolífera e pretendem gerar apagões”, afirmou, também no Twitter, relata o jornal espanhol El País.

Ao que o especialista em electricidade – e conotado com a oposição de direita – José Manuel Aller respondeu, também através do Twitter, que não era possível obter informações fidedignas sobre este corte de electricidade e fez também campanha política. “Nem a 3 de Setembro nem agora houve sabotagem. É pura incapacidade comunista em acção destrutiva.”