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Instituto Pedro Nunes abre novo espaço para empresas com elevada intensidade tecnológica

Novas instalações ficam nas proximidades do actual edifício do instituto, em Coimbra
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Novas instalações ficam nas proximidades do actual edifício do instituto, em Coimbra Sérgio azenha

A Aceleradora de Empresas do Instituto Pedro Nunes (IPN), em Coimbra, com capacidade para acolher 20 unidades empresariais de "elevada intensidade tecnológica", vai entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2014, revelou nesta terça-feira a presidente da instituição.

Em declarações à agência Lusa, Teresa Mendes disse que a IPN Technology.Business.Innovation.SustainableGrowth (TecBIS) – Aceleradora de Empresas irá acolher "empresas mais maduras, que têm um potencial para crescer mais rapidamente".

O "aumento da intensidade tecnológica das empresas" e a sua internacionalização são "os dois eixos fundamentais" da IPN TecBIS, que ocupará dois novos edifícios, cuja construção terminou em Julho. O investimento ascende a 8,1 milhões de euros, com uma comparticipação de 6,9 milhões de fundos da União Europeia.

"Estamos agora a tratar dos licenciamentos para podermos abrir o quanto antes a infra-estrutura a um conjunto de empresas que já manifestaram interesse em se instalar", afirmou Teresa Mendes.

Os responsáveis do IPN estão "muito apostados em atrair empresas estrangeiras" para a aceleradora, envolvendo neste processo parceiros da União Europeia, do Brasil e dos Estados Unidos. "Em Janeiro, espero que consigamos já ter tudo resolvido", referiu.

Tirando partido da ligação à Universidade de Coimbra, a aceleradora vai promover "um aumento da intensidade tecnológica das empresas" e "fazer com que estas possam criar valor".

Cabe ainda à IPN TecBIS apoiar a internacionalização das empresas que acolher na aceleradora. "Se arranjarem outros mercados, crescem mais depressa. É muito fácil para nós conseguirmos parceiros para estas empresas", sublinhou Teresa Mendes. Nos últimos anos, o IPN promoveu o acolhimento de empresas nacionais em incubadoras do Brasil, e tem recebido também, em Coimbra, empresas brasileiras para incubação.

"Surgiu a necessidade de ter uma instalação qualificada e apropriada para as empresas que já provaram que são viáveis", disse à Lusa o director da incubadora do IPN, Paulo Santos. Em 18 anos de actividade do IPN, as empresas em incubação, "quando saíam, encontravam alguma dificuldade em se adaptar ao novo ambiente", fixando-se em diversos pontos da cidade. "Surgiu a necessidade de ter uma instalação qualificada e apropriada para estas empresas que já provaram que são viáveis", afirmou.

Segundo Paulo Santos, a IPN TecBIS "vai ser a primeira aceleradora neste conceito no país", e deverá arrancar no início do próximo ano, com 70% da sua capacidade preenchida, estando já a ser analisadas 16 candidaturas. Algumas das candidatas "vão passar directamente da incubadora" para a aceleradora, disse Teresa Mendes.

A equipa técnica, já em funções a apoiar empresas, é composta por três pessoas com qualificações nas áreas da Economia e da Gestão. A aceleradora localiza-se na zona norte do Pólo II da Universidade, junto à sede do IPN, e dispõe de dois edifícios, com 28 salas e uma área bruta total de 7950m2, sendo a área reservada ao acolhimento de empresas de aproximadamente 4500m2. A nova infra-estrutura inclui ainda um auditório, salas de reuniões e equipadas com videoconferência, centros de dados, parque de estacionamento fechado e cafetaria.
 

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