Opinião

Cartas à directora

Sophia  e o Renascer da Esperança!

Graças ao excelente artigo de José Manuel dos Santos (Publico, 17.11), em que propõe um activo tributo à poetisa e cidadã Sophia de Mello Breyner, juntando os 10 anos do seu falecimento físico e os 40.º Aniversário do 25 de Abril, venho saudar a iniciativa e alertar para que façamos  destas fortes simbólicas datas, um movimento cívico e cultural que nos mobilize para o indispensável “Renascer da Esperança”!

Não tenho dúvidas, relendo tantos dos seus belos poemas, que Sophia só aceitaria esta mais que justa homenagem, se associada a um processo de revolta e intervenção cívica que nos faça superar esta “ longa tenebrosa e perita degradação das coisas”.

Fazermos de 2014 um marco de viragem neste conjuntural duro momento histórico, é um imperativo de todos e todas que “procuram uma relação justa com a pedra, com a árvore, com o rio, necessariamente levados pelo espírito da verdade que os anima, a procurar uma relação justa com o homem” .

Porque é do Aniversário do 25 de Abril que, também, se trata,  termino com a citação do Poema com que o saudou:

“Esta é a madrugada que eu esperava/ O dia inicial inteiro e limpo/ Onde emergimos da noite e do silêncio/ E livres habitamos a substância do tempo”.

2014, o Ano do Renascer da Esperança !

José Carlos Albino, Messejana

Esclarecimento da Embaixada da Tunísia

No seguimento do artigo publicado no jornal Publico no dia 13/11 intitulado “Os ventos das revoluções árabes levaram alguns direitos das mulheres” tenho a honra de assinalar que a situação da mulher na Tunísia está muito mais avançada em relação a outros países da região.

Depois da revolução de 2011, a mulher tunisina manifesta uma resistência feroz não só para preservar os seus adquiridos, mas também para os promover e os consolidar.Por outro lado, no que respeita à poligamia, convém retificar que a proibição da poligamia por lei está em vigor na Tunísia desde a independência do país em 1956.

Rogando a V. Exa. que proceda às retificações necessárias, peço-lhe que aceite, Exma. Senhora Diretora, a expressão da minha elevada consideração.

O Serviço de Imprensa da Embaixada da Tunísia

Nota de Redacção: A notícia baseia-se nos resultados de uma investigação realizada pela Thomson Reuters Foundation sobre os direitos das mulheres no mundo árabe tornada pública na véspera e que pode ser consultada em www.trust.org. O artigo não diz que a poligamia é legal na Tunísia ou que a mulher tunisina não tenta resistir para manter os seus direitos mas, sim, e com base na Thomson Reuters Foundation, que “a poligamia é frequente e os direitos de heranças favorecem em muito os homens” na Tunísia, onde também se têm “registado sinais tímidos de avanços na participação das mulheres na política”.