Nove organizações sindicais unem-se contra a prova de avaliação de professores

Antes da greve, que será convocada para dia 18, uma das acções está marcada para o dia 5, junto à Assembleia da República. Os sindicatos querem ver os professores contratados e os do quadro unidos, no dia em que o decreto que regulamenta o teste é apreciado pelos deputados.

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Representantes de nove organizações sindicais de professores – incluindo as duas federações mais representativas – reuniram-se esta sexta-feira, em Coimbra, para concertar posições na luta contra a prova de avaliação de conhecimentos e de capacidades destinada aos docentes sem vínculo. Se entretanto ela não for suspensa pelos tribunais, os professores de todo o país serão convidados a concentrarem-se no dia 5 em frente na Assembleia da República e nas galerias, para acompanhar a reapreciação do diploma que regulamenta a prova.

"As nove organizações são as mesmas que se têm juntado nos momentos mais críticos – em 2008, em 2010 e em Julho, com a greve às avaliações. E esta união é importante para que os colegas do quadro se apercebam que este não é um problema dos contratados, mas sim de todos os professores – se não o impedirmos, hoje são eles a fazer a prova e amanhã seremos todos”, afirmou o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, em declarações ao PÚBLICO.

Aquela é a linha de argumentação que vai ser usada pelas diferentes organizações, entre as quais está também a Federação Nacional de Educação (FNE). Os mais de 45 mil professores sem vínculo já estavam suficientemente mobilizados para contestar a prova, sem a qual não poderão, sequer, candidatar-se a dar aulas no próximo ano lectivo. Os exemplos das questões que serão colocadas, conhecidos na noite desta quinta-feira, ainda vieram aquecer mais os ânimos.

A questão, admite Nogueira, é envolver os docentes do quadro, que já foram convidados a corrigir as provas dos colegas e que deverão ser chamados a vigiá-las. Os dirigentes sindicais tentarão fazê-lo insistindo na ideia de que o Ministério da Educação e Ciência poderá recorrer ao mesmo instrumento para escolher quem coloca em mobilidade especial.

<_o3a_p>Para além de convocar a concentração, os dirigentes dos sindicais vão distribuir os endereços electrónicos dos deputados que integram a comissão parlamentar da Educação, para que os professores apresentem em massa os seus argumentos. Acordaram ainda coordenar a apresentação dos respectivos pré-avisos de greve para o dia da realização da prova, 18 de Dezembro; e também participarem em todas as vigílias e manifestações que já foram marcadas por cada uma das organizações e também naquelas que de forma espontânea sejam convocadas por grupos de professores, como as que se realizaram no sábado passado. <_o3a_p>

<_o3a_p>As expectativas centram-se, no entanto, na decisão dos tribunais sobre o pedido de suspensão da prova, que a Fenprof calcula que seja conhecida na próxima terça-feira, dois dias antes do fim do prazo em que os professores têm de se inscrever. <_o3a_p>