Inquérito da Igreja sobre a família está disponível online

Também foi enviada esta segunda-feira uma carta às paróquias da diocese de Lisboa a solicitar a divulgação do questionário, informou o Patriarcado em comunicado.

Acólitos de uma igreja na ilha Terceira: 91,9% dos açorianos são católicos
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Acólitos de uma igreja na ilha Terceira: 91,9% dos açorianos são católicos Rui Gaudêncio

O inquérito da Igreja Católica, destinado a conhecer a realidade familiar na actualidade, pode ser respondido online, em Portugal, até 8 de Dezembro, através da página na Internet do Patriarcado de Lisboa, foi anunciado esta segunda-feira.

O Vaticano enviou às conferências episcopais de todo o mundo uma consulta mundial sobre as novas realidades da vida familiar, abordando questões como o divórcio ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Os resultados do inquérito servirão de base à preparação da assembleia geral extraordinária do Sínodo dos Bispos, que vai decorrer em Roma, de 5 a 19 de Outubro de 2014, sob o tema Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização.

Dando seguimento a esta consulta, a Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa disponibilizou “online” (http://familia.patriarcado-lisboa.pt/sinodofamilia) um questionário com 58 perguntas, que pode ser respondido até 8 de Dezembro.

A ideia é, segundo o texto que antecede o questionário, facilitar “o contributo de cada fiel católico” para aquela que é considerada “uma consulta histórica”.

Também foi enviada esta segunda-feira uma carta às paróquias da diocese de Lisboa a solicitar a divulgação do questionário, informou o Patriarcado em comunicado.

Na carta é pedido às paróquias que distribuam o questionário em papel a quem não tiver acesso a um computador e que, posteriormente, façam a transcrição para o inquérito “online”.

O inquérito do Vaticano, constituído por 39 perguntas que servem de orientação às consultas das conferências episcopais nacionais, aborda temas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a proibição do uso de contracepção artificial, a possibilidade de um católico divorciado voltar a casar-se ou receber a comunhão e o número de jovens que optam por viver juntos antes de se casarem.

Sobre estes temas, o questionário português quer saber, por exemplo, se a coabitação antes do casamento e os casais separados e divorciados, casados novamente, são realidades relevantes nas paróquias, se fazem pedidos de sacramentos à Igreja e se a simplificação dos processos de declaração de nulidade dos casamentos seria positiva.

No capitulo das uniões entre pessoas do mesmo sexo, o inquérito quer avaliar a atitude das igrejas locais face ao estado civil e as pessoas envolvidas nestas uniões.

Pergunta ainda sobre qual a “atenção pastoral” possível para estas pessoas e como agir para transmitir a fé às crianças a cargo destes casais.

O questionário também pretende saber o que querem da Igreja, para si e para os seus filhos, estes casais e se o acompanhamento dado pelas paróquias às crianças difere conforme a situação matrimonial dos pais.

O inquérito aborda ainda a natalidade e a contracepção, questionado sobre quais os métodos naturais promovidos para a regulação da fertilidade e se recurso pelos fiéis aos métodos contraceptivos e abortivos “é reflectido no [seu] sacramento da penitência”.

Pergunta ainda, de que forma pode a Igreja promover uma mentalidade mais aberta à natalidade.

A Pastoral Familiar elaborou igualmente uma série de cartazes para divulgar o inquérito nas paróquias e comunidades católicas.