PS exige “regresso pleno aos mercados” depois de Julho de 2014

Socialistas reagem a anúncio do fim do resgate na Irlanda sem programa cautelar exigindo o mesmo para Portugal.

Eurico Dias defenderá extensão das maturidades entre 10 e 15 anos
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Eurico Dias Filipe Arruda

O PS reagiu nesta quinta-feira ao anúncio irlandês do fim do programa de assistência sem um recurso a um novo programa cautelar elevando a fasquia ao Governo português.

Para os socialistas, depois do sucesso irlandês, qualquer programa de assistência, seja cautelar ou segundo resgate, representará um falhanço: “Outro programa será a medida do falhanço da aplicação deste [actual] programa”, afirmou Eurico Dias na sede do Partido Socialista (PS).

A meta foi definida pelo dirigente político depois de classificar o anúncio do primeiro-ministro irlandês como um “sucesso”. Mas fê-lo para assinalar as diferenças em relação ao conduto dos dois executivos. Lembrou que o Governo irlandês “protegeu o carácter distinto da sua economia”, do “carácter distinto da sua taxa de IRC” e apostou no “crescimento económico”, assinalando o facto de no Orçamento para 2014 ter recusado “toda a austeridade que a troika queria impor”.

As comparações com a equipa de Passos Coelho continuaram com a referência ao envolvimento da sociedade no esforço de recuperação. E também assinalando que “desde 2011 [a Irlanda] tem um documento de reforma do Estado, quantificado com medidas concretas”.

Por isso, caso um novo programa se viesse a confirmar, o Governo “deverá assumir as suas responsabilidades”: “Se o Governo tiver de negociar um novo pacote, não me parece que tenha as condições para o fazer em nome do país”, rematou Eurico Dias.

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