Portugueses optam por animais mais pequenos

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Legenda Em delit am, conullum zzril illa aut alis nit adigna cortingMetade dos lares do país tem, pelo menos, um animal de estimação PAULO RICCA/Arquivo

Há mais casas com pelo menos um animal, mas já é raro encontrar lares onde o número é maior

Em metade das casas portuguesas há, pelo menos, um animal de estimação, na maioria das quais cães. Desde 2011 que este número tem vindo a subir: na altura, a percentagem era de 45% e agora é de 50%. A grande diferença é que o tamanho dos animais está a "encolher". Metade dos cães tem menos de dez quilos e 69% dos gatos têm menos de quatro quilos, indica um estudo.

O trabalho, feito pela empresa de estudos de mercado GfK através de entrevistas presenciais realizadas em Julho de 2013 em 802 lares de Portugal continental, diz ainda que "o cão continua a ser o animal com maior presença".

"Quase metade destes cães é de raça (49%), com predomínio dos caniches (19%)", sendo que o número de cães desta raça caiu cinco pontos percentuais em relação a 2011. "Já os gatos, presentes em 35% dos lares, são na sua maioria rafeiros. Entre os gatos de raça, predominam os siameses (47% vs. 65% em 2011) seguidos dos persas (30% vs. 20% em 2011).

Apesar de haver mais casas com pelo menos um animal, começa a ser raro encontrar lares onde o número é maior: "Face a 2011, assiste-se a um aumento dos lares que possuem apenas um animal, assim, 77% dos lares que têm cães possuem apenas um cão (vs. 72% em 2011) e 71% dos lares que têm gatos (vs. 69% em 2011) possuem apenas um gato".

Quanto a idades, 6% dos cães têm menos de um ano, 26% entre um e dois anos, 36% entre três e seis anos e 31% sete ou mais anos. Há 2% dos inquiridos que não sabiam a idade do animal. No que diz respeito aos gatos, o número de animais com menos de um ano é muito maior (27%), seguindo-se 56% de animais entre os dois e os sete anos e 10% com oito ou mais anos. Neste caso, 6% dos donos não sabia a idade.

Ainda que mais portugueses tenham animais de companhia, a crise está a fazer com que as visitas ao veterinário sejam mais espaçadas. Há mais donos a levarem os cães e gatos ao médico (89%, quando em 2011 eram 81% no caso dos cães e 62% contra 56% no caso dos gatos), mas a frequência passou a ser de uma vez por ano em vez de duas.

"Os gastos declarados com os animais de estimação mantêm-se constantes, apesar das dificuldades sentidas pelos portugueses. O peso dos custos com o cão no orçamento familiar é de 15% (vs. 14% em 2011), sendo que este valor é gasto essencialmente em comida (62%) e em saúde (23%). Relativamente aos gatos, o peso no orçamento familiar está em linha com o dos cães (14% vs. 13% em 2011), sendo que a alimentação representa 61% deste valor e os cuidados de bem-estar 22%", lê-se no estudo.

A ração ou outra comida transformada é a opção mais comum para alimentação, estando o peso dos restos de comida a cair. Em 2011 representavam 17% nos cães e 15% nos gatos e agora representam 13% e 10%, respectivamente.