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Artista russo pregou os testículos ao chão da Praça Vermelha

Em protesto contra a “apatia da sociedade russa contemporânea”, Pyotr Pavlensky pregou os próprios testículos ao pavimento da Praça Vermelha, em Moscovo. Artista já tinha cosido os lábios

Num acto de protesto marcante e doloroso, Pyotr Pavlensky decidiu pregar os próprios testículos ao pavimento da icónica Praça Vermelha, em Moscovo, neste domingo, 10 de Novembro. No centro da capital da Rússia, mesmo em frente ao muro do Kremlin, o artista defendeu a sua posição e aí se manteve, nu, durante cerca de uma hora.

De acordo com a Reuters, Pyotr Pavlensky estava em protesto contra “a apatia da sociedade russa contemporânea” e a possibilidade desta “indiferença” levar a um “estado de polícia”. A performance artística do russo coincidiu com o ”Dia da Polícia”, celebrado pelos oficiais das forças policiais.

“A performance pode ser vista como uma metáfora da apatia, indiferença política e fatalismo da sociedade russa contemporânea”, pode ler-se em declarações escritas por Pavlensky, citadas pelo “The Guardian”. “Enquanto o governo transforma o país numa enorme prisão, roubando às pessoas e usando o dinheiro para enriquecer e fazer crescer o aparato policial e outras estruturas repressivas, a sociedade permite isto e esquece a sua vantagem numérica”, continua, numa “inacção” que pode levar a um “estado de polícia”.

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Uma hora depois, Pavlensky foi levado para o hospital, onde recebeu “tratamento básico pelos seus ferimentos e declinou ser hospitalizado”, continua aquele jornal inglês. Foi, de seguida, conduzido a uma esquadra em Moscovo e deve comparecer em tribunal distrital esta segunda-feira, 11 de Novembro. Enfrenta uma pena de prisão de até 15 dias.

Esta não é a primeira vez que os protestos sob a forma de “performance artística” de Pavensky dão que falar. Em Julho de 2012, o artista coseu os lábios contra a prisão e julgamento da banda feminina de punk Pussy Riot, na cidade de São Petersburgo, e em Maio deste ano embrulhou-se em arame farpado nas imediações de um edicífio governamental, na mesma cidade. 

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