CTT enfrentam mais quatro dias de greve

Correios vão parar entre o Natal e o Ano Novo, em protesto contra a privatização.

Foto
Maioria do capital dos CTT foi vendida em Dezembro através da dispersão em bolsa PÚBLICO/Arquivo

Os sindicatos dos CTT marcaram quatro dias de greve contra a privatização da empresa, que o Governo quer concluir ainda este ano. Depois de uma paralisação de 24 horas a 25 de Outubro, haverá uma nova vaga de contestação a 29 de Novembro e ainda a 27, 30 e 31 de Dezembro, ameaçando a distribuição de correio entre o Natal e o Ano Novo.

Vítor Narciso, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), explicou que as novas greves foram agendadas “contra a privatização dos CTT”, que passará pela dispersão em bolsa de até 70% do capital da empresa, já em Dezembro. Além disso, os trabalhadores contestam a intenção de transferir os reformados e familiares da empresa, que hoje têm um plano de saúde próprio, para a ADSE, com o objectivo de encaixar uma receita extraordinária de cerca de 180 milhões de euros em 2014.

José Arsénio, secretário-geral do Sindicato Democrático dos Trabalhadores das Comunicações e dos Media (Sindetelco), acrescentou que a venda dos CTT é “um erro”, que vai afectar “não só os trabalhadores como toda a população”. Disse ainda que persistem “muitas dúvidas” sobre a transferência para a ADSE, que foi inicialmente anunciada numa reunião com a administração dos CTT e debatida, a 29 de Outubro, com os secretários de Estado das Finanças (Manuel Rodrigues) e das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações (Sérgio Monteiro).

A greve de 29 de Novembro insere-se numa nova jornada de luta que abrange também o sector dos transportes e durará até 6 de Dezembro. Tal como esta paralisação, os protestos de 27, 30 e 31 de Dezembro envolvem cinco sindicatos representativos dos trabalhadores dos CTT. Além do SNTCT e do Sindetelco, estão igualmente envolvidos o Sindicato Independente dos Correios de Portugal, o Sindicato de Quadros dos Correios e o Sindicato dos Trabalhadores do Audiovisual.
 

Sugerir correcção