Três portugueses da Bossa Nova que não podes perder

A música portuguesa já não é só fado, rock ou pop. A Bossa Nova, o Samba e os ritmos africanos invadiram a tradição portuguesa, trazendo-lhe mais cor e alegria

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A música portuguesa ganhou mais ritmo e jogo de pés. Em Portugal, já há quem se inspire em Tom Jobim, Chico Buarque ou Tito Paris para criar novas sonoridades. Deixamos-vos aqui alguns nomes da música portuguesa com toques de água de coco e de muamba.

JP Simões
JP Simões não é um nome desconhecido do público português. No mais recente trabalho, "Roma", o ex-Belle Chase Hotel revisita a bossa nova, o samba, o glam rock e o jazz, mantendo o lirismo que o consagrou. Em "Roma" há mulheres bonitas, mas engane-se quem pensa que o disco só fala do "fardo do amor". “O português voador” volta a debruçar-se numa crítica à sociedade e ao capitalismo desenfreado, aproveitando para dar umas "bicadas" na Goldman Sachs e nos políticos.



Luiz Caracol
O álbum intitula-se “Devagar”. Luiz pode ser Caracol, mas não foi nesse passo que entrou no mundo da música. O seu primeiro álbum a solo tem inspirações de toda a lusofonia, desde os ritmos africanos, aos brasileiros, tudo conjugado com a cultura portuguesa. “Devagar” conta com a participação de Fernanda Abreu, Sara Tavares e Valete, havendo ainda lugar para poemas de Fernando Pessoa e Mia Couto.



António Zambujo
Dizer que António Zambujo é bossa nova talvez não seja o mais correcto. António Zambujo não tem definição: é fado, mas com uma musicalidade ritmada de bossa nova, samba e jazz, sem nunca esquecer as raízes do cantar alentejano. "Quinto", o último álbum do artista, já chegou a disco de platina e o sucesso parece continuar garantido para o cantor de "flagrante" e "lambreta". Caetano Veloso, um dos maiores artistas brasileiros, diz no seu blogue: "Ouvir o CD de António Zambujo me prendeu à necessidade de ouvir de novo, de novo e de novo. É a língua portuguesa. É a história do fado".