Seguro demarca-se de um novo programa com a natureza do actual

"Não posso pronunciar-me sobre o conteúdo de um programa que desconheço", afirmou o líder do PS.

O secretário-geral do PS afirmou nesta quinta-feira que assumirá as suas responsabilidades perante a hipótese de Portugal necessitar de um programa cautelar em Junho de 2014, mas demarcou-se de um novo programa com a mesma natureza do actual.

Esta posição foi assumida por António José Seguro em entrevista à TVI, depois de questionado pela jornalista Judite de Sousa se o PS está ou não disponível para assinar um eventual programa cautelar em Junho de 2014, após a conclusão do actual programa de assistência financeira.

Seguro começou por responder que, "se esse problema se colocar, perante o que estiver em cima da mesa, o PS assumirá as suas responsabilidades".

"Mas não posso pronunciar-me sobre o conteúdo de um programa que desconheço. Se Portugal precisar de um programa dessa natureza, tenho de saber que condições são exigidas ao país", referiu.

De acordo com o líder socialista, nessa questão referente à necessidade de um programa cautelar, o problema não está nas condições do PS, "mas nas condições (caso o programa venha a ser necessário, o que não desejo) que sejam exigidas aos portugueses".

"Se a troika e o Governo insistirem num segundo programa com a mesma natureza, acha que o PS deve assinar esse programa?", questionou António José Seguro.

Na sequência desta posição de dúvida de Seguro, a jornalista confrontou-o com o facto de o PS ter assinado em maio de 2011 o actual programa de assistência financeira.

Mas Seguro ripostou: "Em 2011 o PS assinou um programa de ajustamento que tinha objectivos, que terão de ser avaliados em Junho de 2014. Não virarei as costas ao meu país e, perante os problemas, o PS apresentará as suas soluções", declarou.

Interrogado se o PS exigirá a realização de eleições legislativas antecipadas para assinar um programa cautelar, Seguro recusou que essa seja a sua prioridade.

"Se as eleições fossem a minha prioridade teria feito um acordo em Junho [com o PSD e CDS] custasse o que custasse", disse.