PS e PSD na rua para debaterem OE 2014 com militantes

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Seguro quer explicar aos militantes as propostas socialistas para o OE enric vives rubio

Sociais-democratas concentram conferências nesta semana; os dirigentes socialistas fazem plenários pelo país até dia 22

Em pólos opostos, mas com a mesma estratégia perante os militantes e simpatizantes. Os dirigentes nacionais do PS e do PSD vão para a rua a partir de hoje, percorrendo o país em sessões públicas sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano.

O PS estará esta noite em Beja, representado pelo dirigente Óscar Gaspar, que é também o assessor para os assuntos económicos e financeiros do secretário-geral, António José Seguro. O líder do PS também marcará presença em alguns destes eventos, promete o partido, que não quis, para já, divulgar o restante calendário. "São convidados para participar nestes plenários os militantes e os candidatos autárquicos independentes nas listas do PS", anuncia o partido. E diz que estas acções se estendem até dia 22, altura em que começam as votações do Orçamento na especialidade. O objectivo é "reforçar o esforço de esclarecimento e de afirmação da alternativa política" socialista.

Os sociais-democratas têm uma semana preenchida, passando, entre hoje e sábado, por todos os 18 distritos do continente. Trata-se das conferências Portugal no Rumo Certo! Orçamento do Estado para 2014, iniciadas na sexta-feira em Lisboa por Pedro Passos Coelho. São sessões com três ou quatro dirigentes distritais e nacionais, incluindo deputados e até ministros. Esta noite serão na Lourinhã (distrito de Lisboa), Vila Pouca de Aguiar (Vila Real) e Ovar (Aveiro). Amanhã, nas capitais de distrito Viana do Castelo, Évora e Faro. Guarda, Leiria e Coimbra, na quarta-feira (dia 6); em Beja, Setúbal e Bragança, na quinta (dia 7); em Santarém, Viseu e Porto, na sexta (dia 8); e em Braga, Castelo Branco e Portalegre, no sábado. O partido ainda não deu mais pormenores sobre a iniciativa.

Neste ciclo de conferências, o PSD fará a defesa das opções do Governo de coligação com o CDS-PP, insistindo na necessidade de cumprir o programa de ajustamento para que o país possa dar por concluído o memorando em Junho de 2014.

O PS estará reclamando contra o Orçamento que "impõe mais e novos sacrifícios aos portugueses" e as suas consequências, e discutirá as propostas de alteração que tenciona fazer durante o debate do documento na especialidade, que terá lugar nas comissões parlamentares nas próximas três semanas.

"O terceiro orçamento da maioria PSD/CDS insiste na receita da austeridade e dos cortes cegos numa estratégia de trágico empobrecimento do país", realça o PS, acusando o Governo de "encenar iniciativas para desviar a atenção dos portugueses da gravidade das medidas apresentadas". Por isso, "sendo conhecida a intenção da maioria em cortar mais 4000 milhões de euros na saúde pública, na escola pública e na protecção social dos portugueses", o PS votou contra. Porque "tem uma visão alternativa do país e, nesse sentido, tem apresentado alternativas sustentáveis que melhoram a situação dos portugueses e contribuem para o crescimento da economia e dos portugueses".