BCP com prejuízo de 597,3 milhões nos primeiros nove meses

Resultado líquido melhorou 25% face a igual período do ano passado.

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Nuno Amado, presidente do BCP PEDRO CUNHA/Arquivo

O valor divulgado representa uma melhoria de 25% face aos 796,3 milhões de euros de prejuízo registado em igual período do ano passado. <_o3a_p>

De acordo com a instituição, o prejuízo apresentado está “em linha com o plano estratégico e com a evolução macroeconómica”.<_o3a_p>

As operações internacionais (excluindo a Grécia) contribuíram com 128 milhões de euros para o resultado líquido consolidado, uma subida de 13,5% face ao período homólogo de 2012.

O produto bancário caiu 20% ou mais de 300 milhões de euros, passando de 1607 milhões de euros para 1281 mil milhões de euros. A margem financeira baixou 17,5%, de 758,5 para 625,9 milhões de euros.

Os resultados dos primeiros nove meses revelam ainda um aumento das imparidades e provisões face a igual período do ano passado em 121 milhões de euros, para 998,3 milhões de euros.

Os custos operacionais registaram uma melhoria de 43,6 milhões de euros, passando de 955,4 milhões de euros para 911,8 milhões de euros.

Pela positiva, o banco registou uma melhoria nos depósitos de clientes, que aumentaram 5,4% em termos consolidados e 5,2%, se considerados apenas os depósitos em Portugal.

O rácio core tier 1 (medida de solvabilidade da instituição) subiu para 12,7%, de acordo com critérios do  BdP, acima dos 11,9% de Setembro de 2012. De acordo com o critério da EBA, o rácio core tier 1 é de 10,2%. A venda da participação no Piraeus Bank, em Outubro de 2013, permitirá um ganho em core tier 1 de 40 pontos base.