Rui Pedro Silva faz mínimos na maratona do Porto

O triunfo na corrida portuense voltou a ser queniano.

A maratona do POrto voltou a ser um sucesso
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Em causa está o serviço gratificado nas provas desportivas Paulo Pimenta

Rui Pedro Silva bem tentou neste domingo, na maratona do Porto, uma primeira vitória portuguesa na prova, que cumpriu a sua 10.ª edição. E esteve perto de ser feliz, mas acabou por não conseguir totalmente o seu objectivo.

Após acompanhar até à derradeira subida da Avenida da Boavista o queniano Josh Mutais e o etíope Getachew Abayu, o português que agora representa o Benfica acabaria por deixá-los escapar, tendo Mutais ganho com 2h13m04s, a dez segundos do seu melhor tempo, e com Abayu em segundo com 2h13m07s, neste caso batendo o máximo pessoal por cinco minutos.

O terceiro posto de Rui Pedro com 2h13m11s deu-lhe, facilmente, mínimos para os Europeus de Zurique do próximo ano e valeu-lhe o título nacional da maratona, ontem em disputa. Para o resto do pódio desse título nacional valeram o quinto lugar de José Moreira (Benfica, 2h16m19s) e o sétimo de Paulo Gomes (Benaventense, 2h21m16s).

A prova feminina foi ganha pela etíope Chaltu Waka, com 2h40m44s, e Rosa Madureira, do FC Penafiel, no quarto lugar com uma boa estreia em 2h43m14s sagrou-se campeã nacional.

Um total e 2775 corredores acabaram a maratona, o que significa que, por larga margem, foi a prova nessa distância mais concorrida em Portugal.

Do outro lado do Atlântico, Ana Dulce Félix teve na maratona de Nova Iorque, disputada também ontem, um final muito difícil, vindo a desistir devido a pura exaustão. Cláudia Pereira, por seu lado, estreou-se na distância aos quase 37 anos de idade e foi 24.ª com 2h49m52s, em prova ganha por Priscah Jeptoo, a queniana revelada na maratona do Porto de 2009 e que já havia este ano vencido a maratona de Londres, ao terminar com 2h25m07s. Fecharam o pódio a etíope Bizunesh Deba (2h25m56s) e a incrível letã Jelena Prokopcuka, bem conhecida dos portugueses, que aos também 37 anos de idade ainda conseguiu 2h27m47s num percurso reputado como muito difícil.

No lado masculino o vencedor foi o queniano Goffrey Mutai detentor do melhor tempo de sempre, embora não homologado (2h03m02s), com 2h08m24s.