Crónica de jogo

FC Porto já deixou quatro pontos pelo caminho nas deslocações a Lisboa

Os campeões nacionais viram a sua vantagem no topo da classificação da I Liga reduzir-se para três pontos depois do empate registado no Estádio do Restelo, frente ao Belenenses.

Lucho desalentado com o resultado do FC Porto no Restelo
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Lucho desalentado com o resultado do FC Porto no Restelo Patrícia de Melo Moreira/AFP

Houve um tempo em que se dizia que o FC Porto começava a perder pontos mal passasse o rio Douro, em direcção ao Sul do país. Verdade ou não, o certo é que, esta temporada, nas duas deslocações que os campeões nacionais fizeram à zona de Lisboa perderam pontos, os únicos até ao momento na prova. No Estádio do Restelo, frente ao Belenenses, o FC Porto sofreu o segundo empate na I Liga, depois daquele consentido no terreno do Estoril. E, tal como na partida da Amoreira, neste sábado, o FC Porto voltou a fazer muito pouco para evitar que alguns pontos se desperdiçassem.

Paulo Fonseca não fez grandes alterações no “onze” portista. A grande surpresa foi a titularidade de Ricardo, pela primeira vez nesta época. Mas a opção do treinador não deu grandes resultados.

Foi sempre Varela, no flanco oposto, o menos conformado dos portistas, apesar do jovem internacional sub-21 português se ter esforçado.

O jogo arrancou desinteressante, até porque o relvado, muito irregular, não facilitava a prática de um futebol encadeado, e foi preciso um lance de bola parada para o FC Porto se colocar em vantagem na partida. Mangala, à passagem da primeira meia-hora, cabeceou para golo, beneficiando ainda de um desvio da trajectória da bola num jogador “azul”.

Estava feito o mais difícil para os portistas, até porque o Belenenses não mostrava, até esse momento, capacidade para levar perigo à baliza à guarda de Helton.

Só que uma perda de bola de Herrera no meio-campo e um enorme erro de Mangala dentro da área portista ofereceram o golo do empate aos “azuis”, apontado por João Pedro.

No segundo tempo, o FC Porto entrou com um pouco mais de vivacidade, mas a injecção de ânimo que o golo do Belenenses significou para os seus jogadores tornou a tarefa portista ainda mais difícil.

A formação lisboeta, que teve um mau início de campeonato (quatro derrotas), mas que depois não voltou a saber o que isso é, nunca foi, verdadeiramente, encostada às cordas pelos portistas e só já muito perto do final da partida é que Paulo Fonseca decidiu passar a jogar com dois pontas-de-lança.

Tarde demais, e até foi o Belenenses quem mais perto esteve de marcar, num cabeceamento de Diawarra, que obrigou Helton à defesa da noite, já muito perto do final do encontro.

No rescaldo da visita ao Restelo, o FC Porto regressa com uma vantagem no topo da I liga mais curta e um balde de água fria anímico para a importante partida em São Petersburgo, frente ao Zenti, para a Liga dos Campeões, já na próxima semana.

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