SAD do Benfica com prejuízos de 10,4 milhões de euros

Contas da época 2012-13. Passivo aumentou. Resultados operacionais positivos.

Foto
As vendas de Witsel (na foto) e de Javi García não chegaram para colocar o Benfica no caminho dos lucros Francisco LeongAFP

Apesar dos resultados operacionais positivos (7,1 milhões de euros), o peso da dívida fez o passivo consolidado subir de 426 milhões para 440 milhões de euros.

A SAD “encarnada”, aliás, mantém-se numa situação de capitais próprios negativos (23,8 milhões de euros), conhecida habitualmente como falência técnica.

O EBITDA consolidado (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) atingiu um montante positivo de 48,1 milhões de euros.

As receitas operacionais (excluindo transacções de passes) atingiram os 88,3 milhões de euros, o segundo valor mais alto da história da SAD benfiquista, representando um recuo de 3,1% face ao ano anterior.

Os prémios da UEFA (21,7 milhões) e os patrocínios (16,9 milhões) representam as parcelas mais importantes das receitas do Benfica.

Já os custos operacionais subiram 10,8% para 92,6 milhões de euros. Os custos com pessoal (que subiram de 48,1 milhões para 50,4 milhões) continuam a ser a parcela mais pesada.

Na época de 2012-13, o Benfica salienta o facto de ter registado o valor mais elevado de sempre em termos de receitas obtidas com a venda de jogadores, citando as transferências de Javi García para o Manchester City e de Axel Witsel para o Zenit São Petersburgo, no valor total de 51,5 milhões de euros.