Ricardo Rodrigues ganha em Vila Franca do Campo

Deputado deixa Assembleia da República para presidir câmara na ilha de São Miguel.

Foto
O advogado renunciará ao mandato de deputado na Assembleia da República Público

O socialista Ricardo Rodrigues foi eleito presidente da câmara de Vila Franca do Campo, em escrutínio repetido por decisão do Tribunal Constitucional.

O PS reforçou a votação anterior e obteve maioria absoluta, com 49,3% dos votos, elegendo quatro dos sete lugares da vereação. Os restantes três mandatos foram atribuídos pela coligação PSD/PPM, com 41%. O Grupo de Cidadãos, com 7,3%; e a CDU, com 0,7, não elegeram nenhum representante.

No passado dia 29 de Setembro, no escrutínio anulado pelo TC, o PS tinha obtido 44,12% dos votos, conquistando três mandatos, os mesmos que conseguira a coligação PSD/PPM com 38,56%. O movimento Novo Rumo teve 11,68% e elegeu um vereador.

No momento de consagração, Rodrigues anunciou que “a grande prioridade do mandato, em termos de programa de acção, será procurar dar resposta aos problemas dos mais desfavorecidos, incluindo os desempregados”. O advogado renunciará ao mandato de deputado na Assembleia da República.

Com esta vitória em Vila Franca do Campo, mais alargada que há duas semanas, o PS passa a gerir 13 dos 19 municípios dos Açores, mais um que conquistara em 2009. O PSD perdeu três das sete que tinha. A ilha de São Jorge virou costas aos dois maiores partidos, ao dar a vitória ao CDS numa das suas duas câmaras e a um grupo de cidadãos na segunda.

O Tribunal Constitucional decidiu anular a votação para a Câmara de Vila Franca do Campo, determinando a repetição do acto eleitoral porque na eleição realizada a 29 de Setembro foram usados boletins que "não cumpriram com o artigo 91 n.º 5 da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais". Os boletins para a eleição daquela câmara, na ilha de São Miguel, não tinham os quadrados para fazer a cruz à frente das candidaturas do PSD/PPM e do movimento independente Novo Rumo. Os quadrados em falta acabaram por ser feitos à mão.

A coligação PSD/PPM, encabeçada pelo social-democrata Rui Melo, recorreu para o Constitucional, argumentando que os presidentes das mesas de voto só aceitaram essa opção porque lhes disseram que a Comissão Nacional de Eleições tinha dado o aval para os quadrados serem feitos à mão e que ao longo do dia chegaria um parecer escrito nesse sentido, o que não viria a verificar-se.