Sindicato: greve dos estivadores provoca desvio de navios

Sindicato dá conta de embarcações que não puderam entrar no Porto de Lisboa.

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O protesto de apoio aos estivadores desmobilizou ao final da tarde Daniel Rocha

Vários navios, que deveriam ter atracado no Porto de Lisboa este sábado, foram desviados devido à paragem dos estivadores, segundo o Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul.

O presidente do sindicato, António Mariano, confirmou ao PÚBLICO que “vários barcos foram desviados, uma vez que, ao sábado, costuma haver muito tráfego”, mas não soube precisar quantos. O PÚBLICO tentou, sem sucesso, obter mais esclarecimentos junto da Liscont, concessionária do terminal de Alcântara.

António Mariano referiu ainda que uma embarcação entrou no Porto de Lisboa na sexta-feira e que terá permanecido durante o dia de sábado por causa da greve dos estivadores. As associações de operadores portuários confirmaram que deu entrada um cargueiro que só deverá sair no domingo, mas garantiram que isso já estava previsto.

Ao PÚBLICO, a empresa que faz a comunicação de várias associações de operadores, a LPM, referiu ter conhecimento apenas deste caso, admitindo, no entanto, que outra embarcação possa ter permanecido no porto para além do tempo previsto.

Depois de Arménio Carlos ter dado por encerrada a concentração da CGTP-IN, cerca de duas centenas de pessoas marcharam até ao Porto de Lisboa com o objectivo de “interromper a circulação de mercadorias no principal terminal de transporte marítimo de Portugal”, de acordo com o manifesto distribuído no local.

A abrir a marcha, uma faixa anunciava o lema: “Pára o Porto, Pára Tudo”. O protesto, que até começou com um desfile animado, com vários participantes a tocar tambores e cornetas, depressa se desmobilizou e, por volta das 18h30, já ninguém estava em frente ao terminal.

Raquel Freire, realizadora e activista, foi um dos rostos conhecidos que acompanhou a marcha, para “mostrar solidariedade com os estivadores e mostrar a este Governo que não se vai recuar”. Este “é o tempo de fazer pontes e de união”, disse.

Notícia corrigida às 16h45 de 19 de Outubro de 2013: Raquel Freire foi erradamente identificada como Raquel Varela.

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