Novo Museu dos Coches deverá abrir em 2015

Secretaria de Estado da Cultura confirmou ao PÚBLICO que aponta para 2015 a abertura do museu, não especificando uma data.

A conferência de imprensa aconteceu no novo Museu dos Coches
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As obras estão concluídas desde o final de 2012 Daniel Rocha

O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, espera que o novo Museu dos Coches, projectado pelo arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha e há quase um ano com as obras concluídas, abra portas em 2015.

O Expresso avança este sábado que “só em Maio de 2015 as carruagens irão para o equipamento, já pronto”. No entanto, fonte da secretaria de Estado da Cultura (SEC) disse ao PÚBLICO que esta data não se confirma. Ou seja, Barreto Xavier aponta para 2015 a abertura do museu mas não tem ainda uma data específica prevista.

No início de Outubro, o secretário de Estado da Cultura garantiu na Comissão de Educação, Ciência e Cultura, no Parlamento, que o Governo não vai “deixar cair uma situação entretanto assumida”, afirmando então, sem precisar uma data, que o museu seria para abrir. Isto mesmo considerando que o Museu dos Coches “foi um erro”, tendo em conta os custos para o Estado.

Barreto Xavier explicou que o novo museu já custou este ano 189 mil euros, estimando que até ao final de 2013 o edifício – fechado - custe ao erário público entre 200 e 300 mil euros. Valores que contrastam com os custos anuais de abrir o museu: três milhões de euros.

O edifício em Belém, cuja construção foi orçada em 35 milhões de euros e está sob a tutela da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), encontra-se terminado desde o final de 2012 e parte das suas reservas já estão na nova estrutura, onde também já estão depositados os materiais do centro de documentação e biblioteca do actual museu. Há ainda trabalhos de operacionalização do edificado, como a electricidade ou telecomunicações, que foram recentemente terminados.

Maio de 2015 surge como referência no Expresso, a propósito dos 110 anos do museu, inaugurado a 23 de Maio de 1905 pela rainha D. Amélia, mulher de D. Carlos I, rei de Portugal.