A polícia nova-iorquina anda à procura de Banksy. Mas quem é Banksy?

Para o presidente da Câmara de Nova Iorque, o artista britânico é um vândalo.

Os trabalhos que Banksy tem revelado em Nova Iorque têm-se tornado em verdadeiras atracções turísticas
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Os trabalhos que Banksy tem revelado em Nova Iorque têm-se tornado em verdadeiras atracções turísticas Reuters

Para uns, é arte; para outros, é vandalismo. É a velha questão da arte urbana e um tema ao qual nem Banksy, um dos nomes mais mediáticos nesta área, passa incólume. Em Nova Iorque a revelar uma obra todos os dias, o britânico começa a incomodar. “Get Banksy!” foi a capa do New York Post desta quinta-feira, que refere que a polícia está à procura do artista. Uma caça difícil, ou não fosse a identidade de Banksy uma incógnita.

Segundo o site The Atlantic Wire, a Polícia de Nova Iorque (NYPD) explicou no início da semana que está à procura do artista britânico, cujos stencils nas paredes de Nova Iorque lhe podem valer a acusação de vandalismo. Vândalo foi mesmo o adjectivo que o presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg, utilizou em declarações ao jornal New York Post. “O graffiti estraga, sim, a propriedade das pessoas e é um sinal de decadência e de perda de controlo”, disse Bloomberg, garantindo que “não há maior apoiante das artes” do que o próprio. “Só acho que há alguns lugares para a arte e alguns lugares sem arte.”

Mas identificar o artista natural de Bristol, Inglaterra, não será uma tarefa fácil, visto que ninguém sabe como ele se parece. Nos últimos dias, a propósito da residência Better Out Than In, na qual Banksy todos os dias, durante o mês de Outubro, revela um novo trabalho nas ruas de Nova Iorque, têm surgido algumas fotos que apontam para Banksy, mas a verdade é que não se tem a certeza – a sua identidade é um dos maiores mistérios da arte urbana dos últimos anos.

Em resposta a tudo isto, Banksy publicou uma foto no seu site, transformado em diário desta residência artística, onde, por baixo da capa do New York Post, escreve: “Eu não leio aquilo em que acredito nos jornais”.