Governo vai vender CTT na bolsa

Operação deverá ser concretizada até ao final deste ano

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Correios vão deixar de ter o Estado como accionista em breve Miguel Madeira

O Governo vai dispersar a maioria do capital dos CTT em bolsa para concretizar a privatização do grupo estatal, que está prevista no programa acordado com a troika e que deverá ficar fechada até ao final deste ano.

O Expresso online avançou nesta segunda-feira que a intenção é colocar mais de 50% do capital da empresa no mercado de capitais, com o objectivo de maximizar o encaixe e de retomar as ofertas públicas iniciais de venda de acções na bolsa portuguesa – algo que não acontece desde 2008. A notícia foi já confirmada pelo PÚBLICO.

A intenção de dispersar parte do capital dos CTT em bolsa já vinha sendo referido nos últimos meses como uma forte possibilidade em cima da mesa. E o secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações tinha garantido que o modelo da privatização seria definido em Outubro.

Numa entrevista conjunta à Antena 1 e ao Diário Económico, divulgada no sábado, Sérgio Monteiro afirmou que o modelo não estava ainda fechado, mas adiantou que o Governo pretendia encontrar uma solução que permitisse “extrair o máximo valor actual e futuro da empresa e contribuir para a consolidação das contas”.<_o3a_p>

O secretário de Estado justificou a decisão de avançar com a venda dos CTT, que tem sido duramente criticada pela oposição, com a “credibilidade do país”, pelo facto de ter sido acordada com as autoridades externas. Além disso, referiu que será um caminho para gerar receitas “porque temos a dívida pública a aumentar e precisamos de reduzi-la”.

A possibilidade de o Governo avançar para uma oferta pública inicial de venda estava prevista no diploma relativo à privatização dos CTT, publicado no início de Setembro em Diário da República. O facto de se ter escolhido este modelo não impede que o executivo decida vender o que restar do capital da empresa a grupos privados, tendo em conta que já existem manifestações de interesse no negócio.

O modelo escolhido pelo executivo segue uma tendência que tem sido adoptada na Europa, nomeadamente na Bélgica e no Reino Unido. Estes dois países optaram igualmente por dispersar em bolsa o capital das empresas estatais de correios, o Bpost e o Royal Mail.

 

 

 

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