Ricardo Almeida demite-se da concelhia do PSD na sequência da derrota de Menezes no Porto

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Ricardo Almeida pode vir a ser vereador, se Menezes recusar

Líder concelhio diz que o resultado foi "desastroso" e demite-se porque a "política é feita de responsabilidades"

Ricardo Almeida, um dos principais rostos da candidatura do PSD liderada por Luís Filipe Menezes, demitiu-se do cargo de presidente da comissão política concelhia do PSD-Porto por causa do "resultado desastroso" que o partido teve no domingo na segunda câmara do país.

"A política é feita de responsabilidades e os protagonistas políticos devem assumir as suas e eu já apresentei a minha demissão de líder da concelhia e não me vou recandidatar, mas vou continuar ao lado do meu partido, como sempre estive", afirmou ao PÚBLICO Ricardo Almeida, lamentando que o projecto em que esteve envolvido tenha sido rejeitado pela cidade.

Manifestando ainda alguma incredulidade pelo resultado que a candidatura Porto Forte granjeou (21,06%), o líder concelhio social-democrata revelou: "Sempre gostei de partilhar sucessos e, como neste combate não correu bem, assumo individualmente a derrota do Porto."

O pedido de demissão foi anunciado anteontem por Ricardo Almeida aos membros da concelhia. Dentro de duas semanas deverá realizar-se um plenário de militantes para se fazer uma avaliação dos resultados eleitorais no Porto. Ontem à noite, realizou-se uma assembleia distrital do PSD e, ao que foi possível apurar, Virgílio Macedo, presidente da distrital, preparava-se para pedir responsabilidades pela forma como foi conduzido o processo autárquico no distrito.

Inconformado com a derrota, Ricardo Almeida, que integrou a lista do PSD à Câmara do Porto em quarto lugar, mostra-se disponível para ocupar o cargo de vereador, mas isso só acontecerá se Luís Filipe Menezes recusar ocupar o seu lugar na vereação na bancada da oposição.

O social-democrata entendeu ainda que "acaba aqui um ciclo, que tem a ver com as eleições autárquicas", sendo agora altura de "dar a oportunidade a outros protagonistas".

O pedido de demissão do líder concelhio vai obrigar a uma antecipação em dois meses da realização das eleições para a concelhia.