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Bruno Claro, 33 anos, vê-se como um personal trainer de corrida Bruno Almeida
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Quem corre cada vez mais são as mulheres, diz o fundador da comunidade Correr Lisboa Nelson Garrido

Correr à noite também já é uma forma de socialização

Bruno Claro mudou a forma como se corre nas cidades portuguesas, depois do trabalho, com a criação da comunidade Correr Lisboa. Teve tanto sucesso que apostou num novo produto de corrida, as Secret Runs

Há seis meses, Bruno Claro criou uma comunidade para corredores que preferem fazer desporto com companhia, pela cidade. O Correr Lisboa transformou-se numa rede social de corredores local que, logo nos primeiros digas, teve mais de 500 registos e várias cidades.

A ideia que Bruno pensou é simples: qualquer pessoa inscrita diz onde costuma correr, procurando pessoas que também o queiram fazer, no mesmo local. “Com a adesão e o crescimento críamos o nosso próprio grupo de corrida”, conta Bruno Claro ao P3. Cidades como Aveiro e Porto também já têm uma comunidade e, no total, o universo criado por este programador informático de 33 anos já tem cerca de 2500 inscritos.

Todas as terças-feiras, pelas 19h15, o grupo do Correr Lisboa junta-se na Cidade Universitária para um treino: por norma são 40 minutos de corrida, seguidos de exercícios e alongamentos. Em média aparecem cem pessoas, acompanhadas por Bruno e por outros seis “personal trainers de corrida”, como o primeiro descreve. “Ajudamos as pessoas a melhorarem o tempo e a darem mais um passo quando se sentem cansadas — mas somos todos corredores amadores.”

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Os treinos do Correr Lisboa acontecem todas as terças-feiras, pelas 19h15, junto à Cidade Universitária Bruno Almeida

Além de exercício físico gratuito, a corrida pode ser um momento de socialização, diz Bruno, razão pela qual cada vez mais pessoas se juntam a grupos diversos com este propósito. A prova disso é a quantidade de eventos de corrida que vão surgindo: Color Run, Electric Run, Corrida do Parque à Noite e corridas em pijama, também à noite, são alguns exemplos.

“Quem corre cada vez mais são as mulheres e cada vez há mais treinos com mais mulheres do que homens”, refere. As idades dos corredores variam, normalmente, entre os 30 e os 40 anos: mas há jovens universitários que aproveitam o facto de o ponto de encontro do grupo ser na Cidade Universitária para se juntarem aos treinos.

A escolha de um horário nocturno para correr tem a ver, considera Bruno, com os horários cada vez mais apertados. “A parte da manhã é muito complicada em termos de logística, sobretudo para quem tem filhos e família. Muitos deles até costumam correr depois das 23h00, depois de todos irem dormir.” O mesmo acontecia com Bruno, que corria, ocasionalmente, mas sem um ritmo. Hoje é um corredor activo, sobretudo pelas ruas de Lisboa: o Parque das Nações e Belém são as suas zonas de eleição.

Enigmas que levam a corridas secretas

O sucesso do Correr Lisboa levou o programador informático a criar uma outra comunidade, desta vez secreta, que atinge um público mais jovem. As Secret Runs partem de segredos e desafios, enigmas para decifrar e discrição absoluta. “Somos uma organização secreta, que se reúne em localizações secretas para correr. Não nos vês mas estamos em todo o lado (...) E estejamos onde estivermos, uma coisa te podemos garantir: estamos a correr sempre divertidos”, pode ler-se na descrição.

Estas corridas diferentes têm um número limite de participantes, que conseguem um lugar após responderem a várias questões — e quanto mais rápidos forem, melhor. “Prometemos fazer com que as pessoas corram onde nunca o sonharam fazer”, resume Bruno. Até agora já houve dois eventos: um em Lisboa, temático, no Parque das Nações (com partida do Centro Comercial Vasco da Gama), e outro no Porto, com saída da Alfândega do Porto, passeio de barco pelo rio Douro incluído.

A próxima Secret Run acontece a 12 de Outubro, pelas 23h30, no Centro Comercial Colombo, em Lisboa. 150 pessoas vão participar nesta corrida cujos detalhes continuam secretos, claro.