A Fold in my Blanket é o vencedor do 17.º Queer Lisboa

Filme geórgio recebeu o principal prémio do festival lisboeta

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"A Fold in My Blanket" dr

Um empregado de tribunal a arrastar-se pela monotonia dos seus dias torna-se testemunha de um novo amigo acusado de assassinato. A Fold in my Blanket, de Zaza Rusadze (n. Tiblisi, Geórgia, 1977), foi o grande vencedor da 17.ª edição Festival Internacional de Cinema Queer, que terminou em Lisboa sábado à noite.

O filme de Rusadze, que trabalhou como assistente de realização com nomes como Otar Ioseliani, Dito Tsintsadze e Ineke Smits, venceu o prémio de melhor longa-metragem e um prémio pecuniário de mil euros, patrocinado pela companhia aérea Lufthansa.

O chileno Joven Y Alocada, de Marialy Rivas, recebeu a menção honrosa na mesma categoria.

O júri considerou que o melhor actor nos filmes em competição neste festival foi Edward Hogg pelo seu papel em The Comedian, de Tom Shkolnik, e o prémio de melhor actriz foi para Alicia Rodríguez, de Joven Y Alocada.

O público do Queer, um dos festivais portugueses com número mais estável de frequência de espectadores e que nesta edição, segundo disse a organização à Lusa, recebeu cerca de 8000 pessoas, escolheu como melhor filme Facing Mirrors, de Negar Azarbayjani.

Na categoria de documentário, o prémio do júri foi para o mexicano Quebranto, de Roberto Fiesco, que recebeu três mil euros pela pela compra dos direitos de exibição do filme na RTP2, patrocinadora do galardão. O público escolheu como melhor documentário Born Naked, de Andrea Esteban, uma co-produção francesa, alemã e britânica.

Nas curtas, o prémio máximo do júri, também patrocinado pela RTP2  - que adquiriu os seus direitos de exibição – foi para Benjamin’s Flowers, de Malin Erixon. O prémio para a melhor curta-metragem portuguesa foi entregue a Pedro, de Dário Pacheco e José Gonçalves. O filme teve patrocínio da Pixel Bunker  e o prémio para os realizadores consiste em cinco mil euros em serviços de pós-produção vídeo. Para o público do festival, a melhor curta foi MeTube: August sings Carmen “Habanera”, de Daniel Moshel.

A secção competitiva In My Shorts, que acolhe 12 curtas-metragens realizadas em meio escolar, elegeu como melhor curta de escola Depois dos Nossos Ídolos, de Ricardo Penedo, que irá receber material de filmagem (patrocínio GoPro / D’Maker) e um contrato de distribuição pela The Open Reel. A menção honrosa foi para Atomes, de Arnaud Dufeys .

O Queer deste ano realizou-se no Cinema São Jorge, em Lisboa, entre 20 e 28 de Setembro e mostrou 93 filmes de vários países. A sessão de encerramento, sábado à noite, fez-se com Out in the Dark, de Michael Mayer.